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  • 18 Apr, 2026

Após 100 dias do desaparecimento de Antônio Miranda Filho, as buscas encerradas sem pistas levantam indignação e apelos por novas investigações na região.

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Nesta semana, completam-se 100 dias do desaparecimento do empresário Antônio Nemézio Miranda Filho, conhecido como "Castelinho". Desde sua vanishing, nenhuma nova pista ou resposta oficial foi apresentada pelas autoridades, levando a um clima de angústia e indignação entre sua família e a população local. O caso é um dos mais enigmáticos registrados na região do Baixo Madeira. Informações sobre seu paradeiro podem ser repassadas pelo telefone de denúncias 197 da Polícia Civil.

As buscas mobilizaram uma força-tarefa sem precedentes, contando com a colaboração do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Exército e a Defesa Civil (Sesdec). As operações utilizaram helicópteros, drones, cães farejadores e equipes especializadas em resgate em selva. Apesar de semanas de esforços abrangendo buscas por terra, água e ar, os órgãos públicos encerraram oficialmente as operações, causando desespero e lamento entre os familiares.

Um parente de Antônio expressou sua indignação. "Não é possível que um homem desapareça assim, sem deixar rastro! Estamos sozinhos nesse desespero", afirmou, criticando o abandono por parte do Estado neste momento crítico.

A caminhonete do empresário foi encontrada no dia 19 de outubro, abandonada, com a chave na ignição e sem sinais de violência. Nos dias posteriores, equipes localizaram apenas uma camisa e, posteriormente, um par de botinas, a cerca de três quilômetros do local do veículo, em uma área rural. Esses itens foram enviados para análise, mas não há confirmação se pertencem a Antônio.

Após a descoberta destes vestígios, nada mais foi encontrado. A ausência de pistas consistentes e o silêncio das autoridades aumentam o sentimento de impotência entre os familiares e a comunidade.

Antônio Nemézio Miranda Filho era conhecido por ser um homem experiente e querido na região, proprietário da tradicional Lanchonete e Restaurante Castelinho, um ponto de referência na BR-364 entre Porto Velho e Guajará-Mirim. Ele tinha grande conhecimento da mata e dos caminhos que percorria, o que torna seu desaparecimento ainda mais incompreensível para quem o conhecia.

Com o fim das buscas, moradores e frequentadores do restaurante expressaram tristeza e revolta. Esta decisão aumentou a sensação de insegurança na região, despertando temor e incertezas.

A família de Antônio está apelando ao Ministério Público, buscando apoio político para reabrir novas linhas de investigação que considerem hipóteses de crime, acidente ou até ataque de animais silvestres. Nenhuma possibilidade foi descartada, dado que nenhuma evidência sólida foi encontrada até o momento.

Enquanto a sociedade em Rondônia observa o caso com apreensão, o desaparecimento de "Castelinho" deixa um rastro crescente de perguntas sem respostas. O tempo passa e, embora a esperança persista, o sofrimento da família intensifica-se a cada dia sem notícias.

A família reafirma seu compromisso de não desistir até que respostas e justiça sejam encontradas.

Fonte da imagem: Arquivo

Fonte das informações: Rondoniaovivo

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