Um terreno residencial no bairro Areia Branca, em Porto Velho, que há décadas servia como depósito irregular de lixo, foi limpo pela prefeitura na última terça-feira (31) em um mutirão integrado entre secretarias municipais.
O local acumulava pneus, móveis antigos, entulhos, além de mato alto e árvores, o que favorecia a proliferação de animais peçonhentos e mosquitos, configurando risco à saúde pública para os moradores da região.
A operação foi acionada após a moradora Rosana Nogueira registrar a reclamação nos canais de atendimento da prefeitura. Ela afirmou que o terreno ao lado da casa de seu sogro vinha causando transtornos por anos.
“Na casa mora uma mulher que já foi casada com um catador. Após a separação, o lixo foi se acumulando, trazendo muitos problemas para quem vive ao redor, principalmente para o meu sogro”, relatou Rosana.
O prefeito Léo Moraes disse que a ação reforça o compromisso da gestão com a saúde pública e o cuidado com a cidade. “Não vamos permitir que espaços abandonados continuem colocando a população em risco. Essa é uma ação que une limpeza, cuidado social e presença do poder público onde a população mais precisa”, afirmou.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Vinicius Miguel, a intervenção incluiu remoção de entulhos e roçagem, além de ações de orientação e educação ambiental com os moradores. Ele classificou o caso como delicado, por envolver abandono e vulnerabilidades sociais.
O secretário executivo de Serviços Básicos, Giovani Marini, ressaltou a importância do trabalho conjunto entre pastas e destacou os benefícios da limpeza tanto no aspecto visual quanto na redução de riscos à saúde da comunidade.
Morador da região há mais de 20 anos, o aposentado José Edmilson Furtado, 86 anos, disse nunca ter visto uma ação daquele porte no bairro e elogiou a iniciativa. “Estávamos sofrendo com infestação de muriçocas por causa desse terreno. Em todo esse tempo, nunca vi uma limpeza assim aqui. Estão todos de parabéns”, declarou.
A Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias) participou da operação, realizando um levantamento socioeconômico da moradora que ocupava o terreno. Com base no diagnóstico, ela poderá ser incluída em programas sociais e receber suporte necessário, integrando a limpeza urbana a medidas de acolhimento e assistência.