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  • 17 Jun, 2026

A nova tarifa americana frustra entendimentos com empresários e expõe a disputa entre Lula e Bolsonaro, que fragiliza o país e favorece o crime na Amazônia.

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Tarifas dos EUA e divisão política

O aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos no início de junho interrompeu expectativas de avanços nas negociações econômicas com empresários brasileiros e setores pragmáticos do governo americano. A medida afetou agendas diplomáticas recentes e futuras, prejudicando a imagem das lideranças brasileiras que buscavam resultados positivos em visitas oficiais.

A polarização entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-deputado Flávio Bolsonaro ampliou a percepção de derrota mútua: a viagem de Lula aos EUA perdeu fôlego e a ida de Flávio Bolsonaro à Casa Branca foi criticada como potencialmente prejudicial ao interesse nacional. Analistas atribuem parte do problema à atuação de assessorias que priorizam narrativas de confronto em vez de consensos diplomáticos.

Expansão do crime organizado na Amazônia

No vácuo do antagonismo político cresceu a atuação de facções criminosas na Amazônia, com impactos não apenas ambientais, mas também de segurança pública e governança. O crime organizado tem prosperado em atividades como tráfico de drogas e armas, contrabando de ouro, extração ilegal de madeira e grilagem de terras, além de infiltração em processos licitatórios e em prefeituras locais.

Autoridades estaduais e federais indicam que a infiltração política, por meio da eleição de representantes locais, facilita vantagens em licitações e pressões sobre administrações municipais, complicando a resposta institucional ao avanço das facções.

Perfil de lideranças políticas

Das lideranças que surgiram nas eleições de 1982 em Rondônia, poucas se mantêm ativas na política. Entre as figuras ainda presentes na memória pública estão Tomás Correia (ex-prefeito de Porto Velho), Sadraque Muniz (Ji-Paraná), Amir Lando (ex-senador e ex-ministro) e Ernandes Amorim (ex-prefeito de Ariquemes e ex-senador). Para as próximas disputas, Lando pretende concorrer ao Senado, enquanto Amorim busca vaga na Assembleia Legislativa; Tomás Correia e Sadraque Muniz já se afastaram das eleições.

Pulverização do voto e representatividade

A dispersão dos votos em polos regionais tem beneficiado municípios menores, que obtêm representação na Assembleia Legislativa e ocasionalmente presidências do parlamento estadual. Exemplo disso são políticos eleitos de cidades como Alta Floresta do Oeste, Machadinho do Oeste e Ministro Andreazza. A fragmentação em polos como Cacoal, Ji-Paraná e Vilhena reduziu a concentração de votos nesses centros tradicionais, permitindo a ascensão de nomes de localidades menores.

Espigão do Oeste: 45 anos

Espigão do Oeste celebra 45 anos de emancipação política nesta terça-feira. Fundada em meio a conflitos fundiários — que lhe valeram no passado a alcunha de "Espingardão do Oeste" — a cidade evoluiu para um centro mais urbanizado e industrializado, com forte influência da colonização pomerana. Hoje, autoridades locais apontam a estiagem como o principal desafio, com recorrente necessidade de apoio de municípios vizinhos.

Retomada da campanha de Expedito Neto

O ex-deputado federal Expedito Neto retomou a campanha ao governo de Rondônia, apesar de resistências internas em seu partido. Neto, nascido em Porto Velho e com base eleitoral na Zona da Mata (principalmente em Rolim de Moura e Cacoal), tem enfatizado obras federais realizadas no estado e busca unir a legenda para as convenções partidárias.

História e disputas na divisa com o Acre

O Acre completa 64 anos de emancipação política e administrativa em 15 de junho. Historicamente, o Acre exerceu forte influência sobre a atual Rondônia quando esta era território federal, inclusive na administração de distritos como Nova Califórnia e Extrema. Conflitos territoriais pela Ponta do Abunã nas décadas seguintes geraram tensões e intervenções, incluindo ocupações policiais na gestão da então governadora do Acre. Atualmente, moradores de localidades próximas à divisa às vezes recorrem a Rio Branco para serviços e demandas por ser geograficamente mais acessível que Porto Velho.

Origem de Nova Califórnia

Uma curiosidade sobre a região: o povoado de Nova Califórnia, na divisa com o Acre, recebeu esse nome nos anos 1980 inspirado nas histórias de corrida do ouro e faroeste lidas por um então vereador que também ocupou cargo na gestão municipal de Porto Velho.

Preparativos e pauta local

Preocupados com a previsão de um Super El Niño, governos de Rondônia, Acre e Amazonas montam gabinetes de crise para enfrentar possíveis estiagens, falta de água e aumento das queimadas. A guerra no Oriente Médio também tem reflexos locais: a elevação de custos de insumos e a escassez de mão de obra pressionam a construção civil em Porto Velho.

No âmbito municipal, a prefeita de Ariquemes, Carla Redano, destacou o avanço das obras da nova rodoviária, que deve se tornar um marco urbano. Paralelamente, moradores da capital rondoniense relatam aumento nos valores de aluguel, mesmo diante de retração econômica e redução de recursos públicos.



Fonte da imagem: Foto: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo