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  • 17 Apr, 2026

Estudo revela que, em 2025, clubes da Série A firmam contratos com casas de apostas superando R$ 1 bilhão, gerando um debate sobre regulamentação e impactos financeiros.

Um estudo inédito realizado pelo portal BDA Brasil e Apostas Brasil revelou que, mesmo diante da crescente pressão política pela proibição da publicidade de apostas no Brasil, as casas de apostas continuam investindo fortemente no futebol nacional. Em 2025, os contratos firmados com clubes da Série A ultrapassam a marca de R$ 1 bilhão.

Este expressivo volume financeiro reabre o debate sobre o porquê dessas empresas continuarem a apostar alto em um cenário instável. Além disso, há preocupações sobre o que os clubes poderiam perder caso essas parcerias fossem efetivamente barradas.

Atualmente, 18 dos 20 clubes da Série A possuem contratos com casas de apostas, com uma média de R$ 63,82 milhões por clube. Os cinco maiores contratos do futebol brasileiro em 2025 são:

  1. Flamengo (Pixbet) – R$ 105 milhões/ano
  2. Corinthians (Esportes da Sorte) – R$ 103 milhões/ano
  3. Palmeiras (Sportingbet) – R$ 100 milhões/ano
  4. Atlético-MG (H2bet) – R$ 60 milhões/ano
  5. São Paulo (Superbet) – R$ 52 milhões/ano

A previsão total do setor em patrocínios no futebol de elite é superior a R$ 1,15 bilhão por ano.

Com a regulamentação do setor e a saída de empresas que não se adequaram às exigências legais, 2025 também abriu espaço para a entrada de novas casas de apostas no mercado brasileiro. Marcas que antes não estavam presentes nas camisas dos clubes passaram a investir fortemente, e muitas já firmaram contratos multimilionários na sua estreia.

Um exemplo é a H2Bet, que se tornou patrocinadora master do Atlético-MG em 2025, com um contrato de R$ 60 milhões por ano, podendo chegar a R$ 200 milhões em três anos. Esse contrato inclui ações na GaloTV, presença em estádios e ativações institucionais, estabelecendo-se como o maior contrato da história do clube e do estado de Minas Gerais.

Contratos similares provocam um debate importante sobre a possível proibição da publicidade de casas de apostas no futebol brasileiro. Patrocínios desse tipo têm o potencial de transformar a realidade financeira dos clubes, especialmente em um panorama que exige maior profissionalização e resultados.

Outros clubes também experimentaram crescimento significativo nos valores recebidos entre 2024 e 2025, como:

  • Bahia: aumento de R$ 21 milhões/ano com a nova parceira Viva Sorte.bet.
  • Botafogo: valorização de R$ 27 milhões com a nova parceira Vbet.
  • Grêmio e Internacional: investimento de R$ 50 milhões por ano com novo patrocinador master Alfa Bet.

Esse aumento nos contratos evidencia o papel estrutural que as casas de apostas passaram a desempenhar no financiamento do futebol nacional, especialmente em clubes da Série A.

O crescimento das casas de apostas no futebol brasileiro, facilitado pela regulamentação do setor, já movimenta valores bilionários em patrocínios, reposicionando marcas e fortalecendo clubes em um momento de transformação econômica e institucional no esporte. A presença de novas empresas e o aumento dos contratos existentes demonstram que, mesmo frente a incertezas políticas e regulatórias, o mercado vê o futebol como uma plataforma única de engajamento.

No entanto, a recente discussão no Senado sobre a proibição de publicidade de casas de apostas sinaliza um alerta. Dados do estudo mostram que apenas os clubes da Série A movimentam mais de R$ 1 bilhão em contratos ativos com essas empresas, e a interrupção desses fluxos financeiros impactaria diretamente a folha salarial, contratações, infraestrutura e a competitividade internacional dos clubes.

Sobre o debate, fica a reflexão: é possível equilibrar a regulação sem prejudicar os clubes, que são beneficiados por esses investimentos? O Brasil estará preparado para abrir mão da contribuição financeira que essas parcerias oferecem?

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Assessoria