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  • 17 Jun, 2026

Projeto que libera cabotagem na Amazônia reabre debate sobre soberania; em Rondônia, pré-campanha tem favoritos, pastores candidatos e investigações.

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Um projeto do senador Sérgio Petecão que propõe abrir o espaço aéreo da Amazônia Legal para companhias aéreas estrangeiras reacendeu o debate sobre soberania. A proposta altera o Código Brasileiro de Aeronáutica para permitir que empresas internacionais, sobretudo sul-americanas, realizem voos domésticos (cabotagem) na região quando as rotas tiverem origem ou destino na Amazônia Legal.

Defensores do projeto argumentam que a medida pode ampliar conexões e modernizar o transporte regional sem necessariamente comprometer a soberania nacional, enquanto críticos apontam riscos decorrentes de interesses externos e da maior presença tecnológica — como o sensoriamento remoto por satélites — que facilita a identificação de recursos naturais. Especialistas ouvidos ressaltam que a proteção da soberania depende de leis federais claras e de parcerias que tragam benefícios econômicos sem abrir mão do controle sobre recursos estratégicos.

Em Rondônia, a tradição política de eleger prefeitos para cargos estaduais e federais volta a ganhar atenção com a aproximação das eleições de 2026. Nos últimos anos, nomes como Valdir Raupp, Joé Bianco, Ivo Cassol e Confúcio Moura saíram da prefeitura para ocupar cargos de maior expressão, e Ernandes Amorim teve trajetória municipalista até o Senado. Nem todos, porém, conseguiram essa transição: casos como Chiquilito Erse e Melki Donadon mostram que sucesso municipal não garante ascensão automática ao Senado.

Na disputa pelo governo estadual, dois prefeitos com altas taxas de aprovação assumem protagonismo: Adailton Fúria (PSD, Cacoal) e Hildon Chaves (União Brasil, Porto Velho). Fúria lidera na chamada Região do Café, polarizada entre Cacoal e Porto Velho, enquanto Chaves mantém vantagem em Porto Velho, o maior colégio eleitoral do estado. Se a tradição de transferir capital político municipal para o Executivo estadual se repetir, um deles pode chegar ao Palácio Rio Madeira nas próximas eleições.

Com a campanha ainda em fase inicial e as convenções partidárias previstas para julho, candidatos têm buscado visibilidade em eventos locais, como marchas de vereadores e feiras agropecuárias. A rotina de atividades tende a diminuir durante a Copa do Mundo, enquanto os principais partidos finalizam nomes para Assembleias e Câmara dos Deputados. Fontes do meio político avaliam que a direita apresenta chapas mais consolidadas em algumas regiões, enquanto a esquerda aparece fragmentada; o Partido dos Trabalhadores mantém uma chapa considerada competitiva para a Assembleia Legislativa.

O crescimento do eleitorado evangélico coloca líderes religiosos no centro das disputas proporcionais. Há um confronto direto entre pastores na corrida por vagas na Câmara dos Deputados: Sebastião Valadares, com histórico de boa votação e atuação como suplente de senador, e Evanildo, vereador em Porto Velho e pai do deputado estadual Marcelo Cruz, ex-presidente da Assembleia Legislativa. Analistas apontam que, com a base evangélica em expansão, ao menos um candidato desse segmento tem chances reais de eleger-se ao Congresso.

O Ministério Público Eleitoral intensificou fiscalizações por conta da antecipação de campanha em Rondônia. Após apurações relacionadas ao Rondônia Rural Show, foram encaminhadas ao Tribunal Regional Eleitoral denúncias envolvendo pelo menos 13 representantes por conduta que pode configurar campanha antecipada, sujeita a punições se comprovadas as irregularidades. O MP informou que seguirá monitorando outras feiras e exposições no estado.

Entre ações locais, o líder do governo na Assembleia Legislativa, Jean de Oliveira (PRD), obteve a recuperação da RO-481, ligação entre Nova Brasilândia e São Miguel do Guaporé, obra considerada importante para os produtores da região. No plano eleitoral mais amplo, as pesquisas têm sido alvo de ações judiciais em várias instâncias, reflexo da desconfiança sobre métodos e da tentativa de alguns atores de explorar o processo de sondagem de opinião para ganhos financeiros. Também há tentativas políticas de capitalizar eventos como a Copa do Mundo para visibilidade e arrecadação.

Foto: Divulgação

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Assessoria e levantamento local