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  • 17 Apr, 2026

Promessas de segurança na Amazônia falharam; investimentos como o CCPI e R$36,7 mi do Fundo Amazônia não garantiram cooperação eficaz nem resultados.

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Promessas de mais segurança feitas por políticos eleitos não se traduziram em resultados concretos. Medidas anunciadas permaneceram na propaganda, foram insuficientes ou se limitaram a declarações, aumentando a sensação de frustração entre a população.

Em setembro de 2025 foi inaugurado o Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI). A iniciativa faz parte do Plano Amazônia: Segurança e Soberania, lançado em julho de 2023, e recebeu R$ 36,7 milhões do Fundo Amazônia com a proposta de ampliar ações de inteligência para combater crimes que afetam a floresta.

Desde 2023 houve mudança na compreensão sobre a origem das soluções: inicialmente acreditava-se que ações internas em cada um dos nove estados da Amazônia Legal seriam suficientes; posteriormente passou-se a defender medidas combinadas entre estados e, em 2025, o presidente enfatizou na Cúpula da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica que a segurança da região depende da cooperação entre os países amazônicos. Em 2026 cresce a percepção de que interesses de nações mais ricas podem dificultar a implementação de políticas regionais de segurança, o que complica a formulação de uma estratégia sustentável.

Movimentações partidárias

Na janela partidária encerrada no fim de semana, cerca de 20 deputados estaduais e federais trocaram de legenda para disputar as eleições de outubro. Entre as mudanças, o deputado federal Fernando Máximo trocou o União Brasil pelo PL para concorrer ao Senado. Deputados que buscam novas condições para reeleição incluem Thiago Flores, Rafael Fera (Ariquemes), Cristiane Lopes (Porto Velho) e Lúcio Mosquini (Ouro Preto do Oeste). Coronel Chisostomo manteve-se na sua legenda.

Projeções e convenções

Dirigentes partidários inflaram estimativas sobre cadeiras na Assembleia Legislativa de Rondônia, calculando expectativas incompatíveis com as 24 vagas disponíveis. Para atrair filiados, ofereceu-se vantagens e recursos, e até legendas pequenas afirmam ter chances de eleger dois deputados estaduais. As listas definitivas serão aprovadas nas convenções estaduais em julho, quando alguns candidatos perceberão que foram colocados como escada por concorrentes mais favorecidos eleitoralmente.

Ressurgimento de lideranças

As eleições de 2026 devem reunir antigos nomes da política rondoniense buscando retorno, entre eles o ex-ministro Amir Lando (Porto Velho), o ex-prefeito e ex-deputado Carlos Magno, a ex-prefeita Joselita Araújo (Ouro Preto do Oeste), o ex-deputado federal Natan Donadon (Vilhena), o ex-prefeito e ex-deputado Mauro Nazif (Porto Velho), o ex-prefeito José Amauri (Jaru), o ex-prefeito de Cacaulândia Adelino Folador, o ex-deputado federal Anselmo de Jesus (Ji-Paraná) e a ex-senadora Fátima Cleide (Porto Velho).

Disputa pelo governo

Na corrida ao governo estadual formaram-se dois grupos principais. No primeiro estão o senador Marcos Rogério (PL), o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves e o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), este último com apoio da atual administração. No segundo pelotão figuram o petista Expedito Neto e o candidato do PSB Samuel Costa, que deixou a Rede recentemente. A disputa deve ser marcada por embates entre lideranças tradicionais e novas forças políticas.

Expansão do PL

O PL registrou forte crescimento em todo o país, influenciado pela presença do ex-presidente Jair Bolsonaro na legenda e por projeções otimistas da direita para as eleições. Em Rondônia o partido cresceu muito, chegando a ter dificuldade para selecionar candidatos a deputado estadual e federal. Na capital a influência bolsonarista é menor, enquanto o interior, que concentra dois terços do eleitorado, permanece mais alinhado à direita.

Cenário de desincompatibilizações

Quase metade dos 40 ministros do governo federal renunciou aos cargos para disputar as eleições de 2026, e a mesma movimentação ocorreu em Rondônia, com secretários estaduais e municipais saindo de seus postos para concorrer a vagas na Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado. O vice-governador Sérgio Gonçalves ainda não definiu a quem apoiará na sucessão do governador Marcos Rocha; a indefinição e decisões administrativas recentes contribuíram para que planos de candidatura sejam revistos.

Assessoria divulgou material fotográfico relacionado às movimentações políticas.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo