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  • 17 Apr, 2026

Governadores reiteraram apoio à COP 30 em Belém, destacando seu simbolismo na luta contra a mudança climática e a importância de ações concretas para o desenvolvimento sustentável.

Durante um encontro do Fórum Nacional de Governadores, realizado em Belém, Pará, no dia 13 de agosto, 19 governadores e vice-governadores reafirmaram seu apoio à realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30) na capital paraense, programada para ocorrer entre 10 e 21 de novembro de 2025.

O presidente da COP 30, embaixador André Corrêa do Lago, ressaltou a importância dos estados na luta contra a mudança climática e destacou que o apoio dos representantes estaduais é vital para o êxito do evento. Durante a reunião, foi assinado um documento que reconhece o simbolismo de sediar a conferência na Amazônia e expressa confiança na capacidade logística de Belém para receber a encontro.

A declaração dos governadores afirma que a realização da COP 30 no Pará “expressa o compromisso dos estados subnacionais brasileiros com as diretrizes climáticas mundiais e com a necessária liderança do Brasil no enfrentamento dos desafios ambientais globais”.

O governador do Pará, Helder Barbalho, enfatizou que o Brasil deve se unir em prol do meio ambiente e da luta contra as mudanças climáticas. Ele afirmou que é uma oportunidade para o Brasil liderar uma agenda de sustentabilidade e transição econômica, ecológica e social, com base nas práticas já implementadas no território.

André Corrêa do Lago destacou a relevância da participação dos governos estaduais nas cúpulas climáticas. Ele explicou que os entes subnacionais desempenham um papel crucial na implementação dos acordos climáticos, trabalhando juntamente com o setor privado, academia e sociedade civil.

O diplomata apresentou também a Agenda de Ação da COP 30, que visa incluir todos os setores da economia, segmentos da sociedade e níveis de governo na aceleração dos compromissos climáticos. Em vez de ser uma complementação, a Agenda de Ação busca implementar compromissos já firmados, guiando-se pelo Balanço Global do Acordo de Paris.

Dividida em seis eixos que abrangem mitigação, adaptação e implementação, a Agenda possui 30 objetivos-chave, com grupos de ativação dedicados. Iniciativas e soluções concretas serão reunidas em um compilado que almeja conectar ambições climáticas com oportunidades de desenvolvimento, como investimentos, inovação, finanças, tecnologia e capacitação.

O embaixador afirmou que o mundo estará observando o Brasil, que terá a oportunidade de se apresentar como um país de soluções climáticas. Ele ressaltou que, devido à diversidade brasileira, projetos bem-sucedidos em alguns estados podem servir de exemplo para outras partes do mundo.

Corrêa do Lago acrescentou que, ao longo das últimas três décadas de negociações climáticas, o tema evoluiu de uma agenda ambiental e de desenvolvimento para um assunto econômico e geopolítico. Segundo ele, um dos principais desafios é traduzir as negociações climáticas em benefícios concretos para a vida das pessoas.

'Se a agenda climática não proporcionar melhorias reais na vida das pessoas, ela perderá seu significado. É essencial que a agenda promova o desenvolvimento sustentável, crie direitos e tenha um impacto positivo na sociedade', finalizou.

Fonte da imagem: Rodrigo Pinheiro/Agência Pará

Fonte das informações: Agência Gov