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  • 18 Apr, 2026

Senadores aprovaram mudanças controversas na Lei da Ficha Limpa, reduzindo o tempo de inelegibilidade para políticos condenados, permitindo retorno às urnas em 2026.

Durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus dos Atos Golpistas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), colocou em votação o Projeto de Lei Complementar nº 192/2023. Essa proposta, que altera a Lei da Ficha Limpa (LC nº 64/1990), foi aprovada pelos senadores, assim como as mudanças na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997).

A alteração, de autoria da deputada Dani Cunha (União-RJ), filha do deputado cassado Eduardo Cunha, reduz o tempo de inelegibilidade para políticos que foram condenados ou que renunciaram ao cargo. A nova contagem será de 8 anos a partir da decisão judicial ou do ato de renúncia.

Com essa aprovação, políticos como Eduardo Cunha, Antony Garotinho, e os rondonienses Ivo Cassol e Acir Gurgacz poderão concorrer a cargos eletivos nas eleições de 2026. No entanto, a proposta não beneficia Jair Bolsonaro.

Vale ressaltar que a proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e, antes de ser aprovada no Senado, foi retirada de pauta três vezes devido à pressão popular. O texto agora segue para sanção presidencial.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Idaron