Carregando...

  • 18 Sep, 2026

Em Ohio, 16 crianças resgatadas de casa insalubre e confinadas a um cômodo; mãe e parentes presos, acusados de colocar crianças em risco e abuso sexual.

A mãe de 16 crianças encontradas em condições insalubres em uma casa rural de Ohio declarou-se inocente das acusações de colocar os filhos em perigo e de abuso sexual de menor.

Elizabeth Siders, de 34 anos, foi presa em 30 de junho junto com o marido, Gary Siders Jr., e os sogros, Gary Siders Sr. e Christina Siders, depois que as crianças foram localizadas em uma residência tomada por fezes e sujeira.

As autoridades informaram que as crianças, com idades entre aproximadamente um ano e meio e 18 anos, viviam confinadas em um único cômodo, de cerca de 3,5 m por 3,5 m, durante a maior parte dos últimos anos. Algumas não conseguiam falar e uma jovem de 18 anos com deficiência do desenvolvimento não sabia escrever o próprio nome.

Em audiência de instrução realizada em 17 de julho, Elizabeth alegou inocência em 19 acusações relacionadas a maus-tratos a crianças. Em processo separado, ela também enfrenta duas acusações de agressão sexual e duas de conduta sexual ilícita com menor.

Os outros três adultos presos — o marido e os dois sogros — foram acusados por promotores do condado de Vinton de colocar crianças em risco em nível de crime de segundo grau, com base na existência de danos físicos graves. Em tribunal, um juiz fixou fiança de US$ 300 mil para cada um; os quatro ainda não tinham advogados constituídos no momento da audiência.

As crianças foram encontradas por agentes que cumpriam um mandado de busca relacionado a outra investigação. Segundo o procurador-geral de Ohio, as vítimas não estavam matriculadas na escola e, aparentemente, ninguém fora da família tinha conhecimento da existência de todas elas.

Algumas das crianças foram encaminhadas a hospitais em Columbus; sete receberam atendimento médico e duas foram transportadas de helicóptero, sendo que ao menos uma estava em estado crítico no momento do resgate. Todas passaram a ficar sob custódia temporária do Departamento de Emprego e Serviços Familiares de Ohio.

O xerife do condado de Vinton descreveu a cena como "simplesmente repugnante" e afirmou que "a maior parte do nosso gado vive em condições melhores do que as crianças". Investigadores também relataram que a família se mudou por várias localidades do sul de Ohio nas últimas décadas e aparentava evitar registros médicos e governamentais.

Vizinhos relataram que a casa fica em estrada isolada no pequeno vilarejo de Hamden, perto de um aterro ferroviário, com residências distantes e vegetação densa. Um morador disse não ter visto crianças no local desde que a família mudou-se para a rua, e que a vizinhança é geralmente tranquila.

Na propriedade, autoridades encontraram portas e janelas abertas, lixo e vários itens infantis descartados no quintal, como bicicletas quebradas e cadeiras de transporte. A família aparentemente mantinha baixo contato com serviços externos, o que dificultou a detecção do caso.

Promotores e policiais investigam se houve denúncias anteriores aos órgãos de proteção à criança e continuam a apurar o grau de parentesco entre as vítimas e os adultos indiciados.

O caso evocou comparações com outros episódios de abuso familiar extremos nos Estados Unidos, em que crianças foram mantidas em isolamento e em condições de negligência prolongada.

Fonte das informações: g1.globo.com

Sua experiência neste site será melhorada, permitindo que os cookies Política de Cookie