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  • 18 Apr, 2026

No encerramento de 2025, pescador João Cordeiro captura uma pirarara de 50 kg no rio Madeira, refletindo sobre sua dedicação à pesca esportiva e à conservação ambiental.

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No último dia de 2025, enquanto muitos se preparavam para a virada do ano, o pescador esportivo João Cordeiro vivenciou uma experiência marcante no rio Madeira. Ele travou uma luta intensa para fisgar uma pirarara pesando mais de 50 quilos, um dos maiores peixes de sua vida.

A captura ocorreu às margens de Porto Velho e não só simbolizou o fechamento de mais um ciclo, mas também destacou o ápice de cinco anos dedicados à pesca esportiva. Cordeiro comentou emocionado: “Não tem como fechar melhor o ano do que dessa forma. Acabaram as forças; brigamos demais”.

A pirarara (Phractocephalus hemioliopterus) é uma das espécies mais desejadas e respeitadas pelos praticantes de pesca na região Norte do Brasil. Com um corpo robusto e nadadeiras alaranjadas, esse peixe é considerado um dos maiores de couro na Amazônia. Embora seja comum no rio Madeira, especialmente em Rondônia, espécimes acima dos 50 kg são raros, exigindo técnica, paciência e grande resistência física.

João Cordeiro, que iniciou sua jornada na pesca esportiva em 2020, descreveu a experiência como superando todas as suas expectativas. “Sem dúvida nenhuma, a maior pirarara que já peguei na vida. Uma batalha absurda, daquelas que têm de tudo: corrida insana, força bruta, estratégia, braço queimando e o coração no limite”, escreveu ele em suas redes sociais.

A luta foi tão extenuante que, após trazer o peixe à margem, Cordeiro ficou sem energia até mesmo para filmar a soltura, prática essencial da pesca esportiva que prioriza a conservação das espécies. “Foi pura adrenalina, medo e satisfação misturados. Quando vi o tamanho dela, senti que estava diante de algo único”, relembrou.

Especialistas apontam que episódios como este enfatizam a importância da pesca esportiva consciente na valorização da biodiversidade amazônica. A captura e soltura de grandes espécimes, quando realizada com ética e equipamentos apropriados, contribui para o monitoramento das populações nativas e promove o turismo sustentável na região.

Entretanto, para Cordeiro, o significado da experiência ultrapassa os números. “Foi o tipo de encontro raro que transforma uma pescaria comum em memória de vida inteira”, afirmou ele. Com o início de 2026, planos para novas expedições já estão em sua mente, mas a despedida de 2025 ficará marcada como um duelo significativo entre homem e natureza, encerrado com respeito e uma gigantesca pirarara retornando às águas do Madeira.

Fonte da imagem: Acervo / Instagram

Fonte das informações: ouropretoonline