Eduardo Bolsonaro demitido da PF por abandono de cargo
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O senador Jaime Bagattoli se juntou a um protesto no Congresso contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, criticando decisões do STF e defendendo pautas legislativas.
Nesta terça-feira, 4, o senador Jaime Bagattoli, do PL de Rondônia, uniu-se a um grupo de parlamentares que ocupou a mesa diretora do Congresso Nacional. A ação foi um protesto contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro na segunda-feira, 3.
O senador justificou sua posição afirmando que os parlamentares esgotaram todos os mecanismos formais disponíveis e não tiveram outra opção senão ocupar a mesa para exigir uma resposta. "Nós sentamos todos os instrumentos legislativos, tudo. Não nos restou outra alternativa, senão ocupar a mesa", declarou.
Durante seu discurso, Bagattoli descreveu a medida judicial contra Bolsonaro como um ato extremo e garantiu que os manifestantes não deixarão o plenário. "Não vamos sair daqui, não vamos desistir", assegurou.
Bagattoli mencionou também o caso de Marcos do Val e disse que é necessário votar propostas que estariam sendo ignoradas pela presidência do Senado. Ele destacou a urgência na votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim do foro privilegiado, em razão das recentes ações do ministro Moraes.
Defendendo um impeachment de Moraes, Bagattoli expressou que a sociedade brasileira pede uma atuação mais firme do Senado. "O Brasil está cobrando do Senado. Hoje, se você fizer uma pesquisa, a aclamação é uma só: todos dizendo que o Senado não está fazendo o seu papel", comentou.
O senador fez críticas a decisões anteriores do STF que, segundo ele, desconsideraram deliberações do Legislativo. Ele citou casos como o do Marco Temporal e a questão do IOF, que foram decididos pelo Judiciário.
Apelando ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre, Bagattoli pediu a tramitação de pautas importantes, como a anistia relacionada aos eventos de 8 de janeiro. Mencionou especificamente pessoas detidas injustamente e pediu atenção a esses casos.
Encerrando sua fala, o senador reiterou seu compromisso com a mobilização e afirmou que Moraes será responsabilizado. "Nós vamos vencer essa batalha e o Alexandre de Moraes ele vai ter que pagar pelos crimes que ele cometeu", concluiu com um apelo religioso, reafirmando a continuidade do movimento.
Fonte da imagem: Reprodução
Fonte das informações: Rondoniadinamica
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