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  • 17 Apr, 2026

Delta do Rio Amazonas afunda meio milímetro por ano e preocupa

Estudo mostra que o delta do Amazonas afunda 0,5 mm/ano; subsidência por extração de água e peso de obras aumenta risco de inundações e de desastres.

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Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine identificaram que o solo do delta do Rio Amazonas está afundando, em média, 0,5 milímetro por ano. O dado integra um estudo recente que aponta subsídios em deltas como um fenômeno observado em várias bacias fluviais do mundo.

O levantamento destaca que taxas de rebaixamento mais elevadas foram registradas em outros rios asiáticos — Chao Phraya (Tailândia), Brantas (Indonésia) e o Amarelo (China) — com médias na ordem de 8 mm ao ano, valor que supera em muito a taxa média de elevação do nível do mar.

Segundo os pesquisadores, a combinação de fatores humanos e naturais explica o afundamento: a extração de água de aquíferos e o peso de construções comprimem os sedimentos, enquanto processos erosivos removem material da superfície. Esses mecanismos reduzem o nível do terreno e aumentam a vulnerabilidade a inundações.

O fenômeno ocorre sobretudo em áreas de maior progresso urbano e movimentação econômica, o que torna as soluções complexas. Reverter totalmente as condições anteriores é impraticável, a remoção em larga escala de populações é inviável e a tendência de crescimento urbano e econômico na região tende a manter ou aumentar a exposição ao risco.

No plano político estadual de Rondônia, o cenário eleitoral vem se configurando com vários nomes em disputa e alianças em formação. O prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), lançou pré-candidatura ao governo, mas enfrenta fragmentação de apoios na centro-direita e resistência de adversários.

Entre os concorrentes citados estão o candidato bolsonarista Marcos Rogério (PL) e o ex-deputado federal Expedito Neto, confirmado pelo PT. Hildon Chaves, ex-prefeito de Porto Velho e filiado à União Progressista, tem atraído o eleitorado de centro-direita. Há ainda menções a movimentos internos, como a possibilidade de Expedito Júnior, que apoiou Fúria inicialmente, migrar para a campanha do próprio filho.

Fúria espera contar com o apoio do governador Marcos Rocha e a estrutura do governo estadual, mas a popularidade do governador na capital, principal reduto eleitoral, tem sido apontada como fragilizada, o que pode reduzir o impacto desse apoio.

Ao mesmo tempo, lideranças tradicionais do estado vêm se afastando das disputas eleitorais. Entre os que deixaram ou reduziram a participação ativa estão ex-prefeitos e ex-parlamentares que marcaram a história política local, enquanto nomes como o ex-senador Amir Lando ainda aparecem na disputa por espaço.

Na esfera partidária, a aliança MDB/PDT em Rondônia aguarda definições nacionais para apontar candidato próprio ao governo estadual. A articulação nacional e as possíveis coligações — incluindo a tendência do MDB de alinhar-se a lideranças bolsonaristas em alguns estados — influenciam diretamente as costuras locais.

O PSD, por sua vez, já definiu apoio nacional ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o que também repercute nas composições regionais e nas dobles candidaturas. No tabuleiro político de Rondônia, observadores apontam que Marcos Rogério tende a se alinhar a candidaturas bolsonaristas, enquanto nomes como Expedito Neto se vinculam à base do PT.

Problemas institucionais e de integridade também aparecem no noticiário regional: investigações sobre esquema de "rachadinhas" têm crescido em diferentes esferas, e há movimentações de prefeitos que deixaram municípios para disputar governos estaduais, ampliando a dinâmica de renovação e confronto nas próximas eleições.

O quadro em Rondônia segue em transformação, com alianças nacionais influenciando decisões locais e com potenciais mudanças de rumo à medida que se aproximam as convenções e definições partidárias.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo