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  • 18 Apr, 2026

O Brasil enfrenta um desafio de valorização regional, com propostas para incentivar o consumo de produtos locais e o turismo nacional, a partir das relações econômicas internas.

Com a recente imposição de tarifas elevadas pelos Estados Unidos ao Brasil, o comércio interno se torna uma alternativa viável e necessária para os brasileiros. A sugestão é que os cidadãos passem a consumir produtos típicos de cada região do país, promovendo uma valorização mútua e uma redescoberta das riquezas nacionais.

A valorização da brasilidade vai além de discursos. Ela requer uma ação efetiva para fortalecer a economia nacional, especialmente através do intercâmbio em produtos específicos e turismo. Ao invés de priorizar destinos internacionais como Disney, o foco deve ser na exploração das belezas naturais do Brasil, incluindo a Amazônia, as Cataratas do Iguaçu, os Lençóis Maranhenses, Bonito, o Jalapão e Fernando de Noronha.

A Amazônia, com suas características únicas, tem muito a oferecer e seu fortalecimento gera benefícios para todo o país. A pesquisadora e empresária paraense Joanna Martins propõe uma conexão interna através dos alimentos, defendendo que produtos amazônicos sejam consumidos em todo o Brasil. Sua visão é que, um dia, itens da Amazônia façam parte do cotidiano dos brasileiros assim como o molho de tomate e o azeite. Apesar das tensões atuais com os EUA, o intercâmbio nacional de sabores pode ser uma ação benéfica para todos.

Na cena política de Porto Velho, conflitos de interesse se acentuam com a definição de candidaturas ao governo de Rondônia. O ex-prefeito Hildon Chaves e o deputado federal Fernando Máximo estão se preparando para concorrer, enquanto o vice-governador Sergio Gonçalves também deseja fazer parte da corrida eleitoral. Isso resulta em uma divisão significativa, com as cidades do interior celebrando a fragmentação da liderança política.

Com as eleições de 2026 se aproximando, 11 dos 30 partidos em condições de competir estão buscando alternativas para contornar as cláusulas de barreira, que impõem regras severas. O PSB, por exemplo, já iniciou diálogos com o PDT e Cidadania para formar uma federação. O União Brasil também formou uma aliança com os Progressistas, criando a maior bancada de deputados federais no Congresso Nacional.

Os parlamentares em Rondônia estão no aguardo da janela partidária em abril, que permitirá mudanças de partido sem penalizações. Entre os que planejam essa mudança estão Fernando Máximo e outros deputados em busca de novas legendas que ofereçam melhores oportunidades eleitorais, longe de candidatos populares ou com grandes estruturas financeiras que possam prejudicar suas chances de reeleição.

Porto Velho, por sua vez, enfrenta desafios significativos no setor de turismo, ocupando uma posição baixa no ranking nacional. Os responsáveis pela gestão local não conseguiram implementar estratégias eficazes para promover a cidade, e as condições como atendimento insuficiente e escassez de voos regulares contribuíram para essa situação. O foco dos turistas, quando se fala em Amazônia, geralmente se concentra em Manaus e Belém, relegando Porto Velho a um papel secundário.

Além disso, um decreto aprovado para privatizar os rios Madeira, Tocantins e Tapajós poderá resultar na cobrança de um pedágio que encarecerá o transporte fluvial na região Norte do Brasil. Com essa nova medida, que faz parte do Programa Nacional de Desestatização, o custo do frete aumentará, afetando diversas empresas locais ao longo dos 1.075 quilômetros do Rio Madeira, entre Porto Velho e a foz do Amazonas.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo