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  • 17 Apr, 2026

A Secretaria de Saúde de Vilhena intensifica a vacinação contra sarampo em crianças devido ao surto na Bolívia e queda na cobertura vacinal no Brasil.

Em resposta ao surto de sarampo na Bolívia e à queda na cobertura vacinal no Brasil, a Secretaria Municipal de Saúde de Vilhena está intensificando a aplicação da vacina contra a doença, com foco especial em crianças menores de um ano. Esta ação tem como objetivo prevenir a reintrodução do vírus no país, que já havia sido declarado livre do sarampo.

A cidade, seguindo as orientações da Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (AGEVISA), está promovendo a aplicação da dose zero da vacina para crianças entre 9 e 11 meses de idade. Essa dose extra não substitui as vacinas do calendário regular, mas serve como uma proteção adicional. O cronograma vacinal para sarampo é o seguinte:

  • 12 meses: 1ª dose (Tríplice Viral – D1)
  • 15 meses: 2ª dose (Tetra Viral ou Tríplice Viral + Varicela – D2)

Segundo informações do Ministério da Saúde, o sarampo é uma doença altamente contagiosa que pode provocar febre elevada, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza e conjuntivite. Em casos mais sérios, particularmente em crianças menores de cinco anos que não estejam vacinadas, a doença pode levar a pneumonia, encefalite e até mesmo à morte.

A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Aqueles que não possuem o esquema vacinal completo devem regularizá-lo conforme a faixa etária:

  • 1 a 29 anos: 2 doses
  • 30 a 59 anos: dose única
  • Profissionais de saúde: 2 doses, independente da idade

O secretário municipal de Saúde, Wagner Wasczuk Borges, destacou a importância da vacinação, afirmando que "o sarampo não deveria mais ser uma preocupação no Brasil. No entanto, com a redução na adesão à vacinação, voltamos a registrar casos da doença".

Borges também alertou que não existe tratamento específico para o sarampo, e que os medicamentos disponíveis são apenas para aliviar os sintomas. O uso de antibióticos é contra indicado, a menos que haja infecções secundárias. As recomendações incluem manter a hidratação, garantir suporte nutricional e controlar a febre. A recuperação completa do estado nutricional em crianças acometidas pode levar até oito semanas.

A administração de vitamina A é recomendada em casos suspeitos, conforme avaliação médica, para ajudar a reduzir a mortalidade e prevenir complicações.

O secretário finalizou com um conselho importante: “Diante de qualquer sintoma, procure a unidade de saúde mais próxima, não se automedique e evite expor outras pessoas. Vacinar-se é proteger a si mesmo, sua família e toda a comunidade. Vacinas salvam vidas”.

Fonte da imagem: Reprodução

Fonte das informações: assessoria