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  • 17 Apr, 2026

Clientes do Will Bank enfrentam problemas após a liquidação da instituição, sem acesso a saldos em contas de pagamento, com devolução incerta pelo BC.

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Clientes do Will Bank, que é controlado pelo Banco Master, se depararam com a inesperada liquidação da empresa, o que os deixou sem acesso aos recursos em contas de pagamento. Essas contas, utilizadas para o recebimento de salários e para despesas essenciais, estão bloqueadas.

Conforme o Banco Central do Brasil, a liberação dos valores dependerá de um processo administrativo liderado pelo liquidante designado pela autoridade monetária, sem um prazo estipulado para a conclusão. O Banco Central orienta os clientes a acompanharem apenas os comunicados oficiais, que oferecerão detalhes sobre os procedimentos, canais de atendimento e critérios para a restituição dos valores.

Um aspecto importante a ser destacado é a diferença entre contas de pagamento e depósitos bancários tradicionais. As contas de pagamento não possuem a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege apenas produtos financeiros específicos, como depósitos à vista, poupança, depósitos a prazo (CDB e RDB), letras de crédito imobiliário e do agronegócio.

Dessa forma, os clientes do Will Bank que tinham seus recursos somente em contas de pagamento estão desprotegidos pelo mecanismo de garantia automática do FGC.

Segundo o Banco Central, os valores mantidos em contas de pagamento devem ser separados do patrimônio da instituição financeira. Isso significa que esses recursos não fazem parte da "massa falida" e devem ser restituídos aos clientes, embora os critérios e prazos de restituição ainda não tenham sido definidos.

A falta de informações claras sobre datas de devolução tem gerado incertezas entre os usuários, muitos dos quais dependem desse dinheiro para suas despesas diárias.

Dados do Banco Central revelam que, até o final de setembro, o Will Bank tinha R$ 49,6 milhões em contas de pagamento pré-pagas. Esse montante aumenta o impacto financeiro da liquidação, especialmente para aqueles que utilizavam essas contas como principal meio de movimentação de recursos.

Além disso, o Fundo Garantidor de Créditos estima que o total a ser desembolsado a investidores elegíveis no conglomerado pode chegar a R$ 6,3 bilhões. Contudo, clientes que já atingiram o limite de garantia no Banco Master, liquidado em novembro, não terão direito a valores adicionais.

A liquidação está sob a responsabilidade de Eduardo Félix Bianchini, nomeado como liquidante do Banco Master e do Will Bank. O Banco Central destaca que todas as informações oficiais sobre prazos, restituição e atendimento serão disponibilizadas apenas pelos canais oficiais do liquidante e da instituição em liquidação.

Até o momento, não há um cronograma público confirmado para a devolução dos valores das contas de pagamento, o que torna a situação ainda mais incerta para os clientes afetados.

Se você foi impactado pela liquidação do Will Bank ou possui dúvidas sobre o processo de restituição, sinta-se à vontade para deixar seu comentário e compartilhar esta informação nas redes sociais, promovendo a discussão e a conscientização.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Banco Central do Brasil