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  • 18 Apr, 2026

O presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Rondônia alerta sobre a falta de servidores nas unidades prisionais, revelando a precariedade do sistema. A escassez impacta a saúde mental dos profissionais, expostos a condições de trabalho desgastantes.

O presidente do Sindicato dos Policiais Penais e Agentes de Segurança Socioeducativos de Rondônia, Thiago Maia, expressou preocupações sobre a situação das cadeias no estado em participação no Programa Conexão Rondoniaovivo, na terça-feira (26). Ele afirma que a atual política de desencarceramento, que permite liberar detentos com tornozeleiras eletrônicas, não resolve os problemas enfrentados no sistema prisional.

Thiago destacou a ausência de efetivos suficientes nas unidades prisionais, o que tem gerado tensão entre os trabalhadores do setor. Ele mencionou que existe uma legislação, a Lei Complementar nº 1102, que estipula a necessidade de 6.200 policiais penais para a ocupação adequada de todas as funções nas prisões. No entanto, atualmente, o número efetivo é muito inferior, com cerca de 2.200 a 2.400 servidores atuando nas prisões.

Para exemplificar a escassez, o presidente do sindicato mencionou o maior presídio da capital, que atualmente abriga 740 detentos e conta com apenas 12 a 13 servidores para atender toda essa população carcerária. Essa situação critica reforça a preocupação sobre o déficit de pessoal nas unidades prisionais de Rondônia.

A realidade do trabalho excessivo também tem afetado a saúde mental dos policiais penais. Thiago afirmou que é incomum encontrar um agente que não utilize medicamentos para lidar com a pressão do trabalho. O desgaste físico e mental é evidente, uma vez que muitos policiais precisam realizar longas jornadas de trabalho, frequentemente ultrapassando 50% a 60% de horas extras, em busca de uma remuneração adequada.

Essa carga de trabalho não apenas afeta os servidores, mas também gera ansiedade e preocupação entre suas famílias, que temem pelos riscos associados à profissão. O quadro de efetivos reduzido resulta em afastamentos frequentes por problemas de saúde, agravando ainda mais a situação já crítica do sistema prisional em Rondônia.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Idaron