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  • 18 Apr, 2026

O relatório do Sebrae revela que a Amazônia Legal possui 2.773 startups, com maior concentração em alimentos, agronegócio e impacto socioambiental, indicando potencial de crescimento.

A Amazônia Legal atualmente abriga um total de 2.773 startups, conforme revela o relatório do Sebrae Startups 2025. A maioria dessas startups está em estágios iniciais, como ideação ou validação, com 66% delas ainda sem faturamento, e 78,6% atuando como microempresas.

Os segmentos mais expressivos dentro desse ecossistema incluem Alimentos e Bebidas, que representa 12,7%, seguido do Agronegócio com 11,8% e do Impacto Socioambiental com 10,8%. Esse cenário reflete a vocação econômica e os recursos naturais da região. O modelo de negócio mais comum destacado no relatório é o B2B, seguido por B2C e B2B2C, com a maior parte da receita oriunda de vendas diretas.

Entre os estados, Mato Grosso se destaca com 593 startups, sendo seguido por Amazonas, Pará e Maranhão. Apesar da baixa maturidade do ecossistema, a pesquisa aponta um forte potencial para crescimento e inovação, aproveitando a biodiversidade local.

O Sebrae enfatiza a importância desse mapeamento para o direcionamento de políticas públicas, o fortalecimento da bioeconomia e a mitigação das desigualdades na região.

Os segmentos de atuação das startups evidenciam uma conexão com as vocações naturais e econômicas da Amazônia Legal:

  • Alimentos e Bebidas (12,7%): startups focadas no processamento, distribuição e comercialização de produtos regionais, priorizando a sustentabilidade e inovação;
  • Agronegócio (11,8%): soluções voltadas para a produtividade agrícola, manejo de culturas e tecnologias aplicadas à cadeia de suprimentos;
  • Impacto Socioambiental (10,8%): iniciativas voltadas para a conservação ambiental, uso sustentável de recursos naturais e inclusão social;
  • Outros setores: Saúde e Bem-Estar (9,8%), Tecnologia da Informação (8%), Educação (5,6%), Indústria e Transformação (3,6%) e Turismo (3,1%).

A comparação entre os relatórios de 2024 e 2025 revela um crescimento significativo no número de startups, acompanhado de uma redução na maturidade média do ecossistema:

  • O número de startups mapeadas aumentou de 646 em 2024 para 2.773 em 2025;
  • O estágio inicial (ideação + validação) cresceu de 49% para 62,9%;
  • Startups sem faturamento passaram de 53,4% para 66,3%;
  • A proporção de microempresas subiu de 68,3% para 78,6%;
  • O modelo B2C teve um aumento de 18,6% para 26,9%, enquanto o B2B caiu de 39,6% para 36,9%;
  • A participação do modelo de assinatura (SaaS) subiu de 15,5% para 21,1%;
  • A participação feminina nas startups chegou a 35,1% em 2025, em comparação a 33,4% em 2024;
  • O segmento de Impacto Socioambiental entrou no Top 3 em 2025, superando Saúde e Bem-Estar;
  • Mato Grosso assumiu a liderança entre os estados, superando o Amazonas, que tinha 118 startups em 2024.

O relatório conclui que, apesar de ainda jovem, o ecossistema de startups da Amazônia Legal possui um alto potencial de crescimento. Segundo Décio Lima, Presidente do Sebrae, os pequenos negócios na Amazônia e em outros biomas brasileiros podem impulsionar a bioeconomia e ajudar a reduzir desigualdades econômicas. Ele destaca que apoiar as startups é fundamental para acelerar soluções para problemas estruturais do país por meio de inovações em áreas como inteligência artificial, biotecnologia e energias renováveis.

Bruno Quick, Diretor Técnico do Sebrae Nacional, reforça que o mapeamento é uma ferramenta essencial para orientar programas de apoio, distribuir recursos de maneira eficaz e construir um ecossistema mais equilibrado, inovador e sustentável na região, afirmando que ele atua como uma bússola para direcionar os esforços do Sebrae.

Fonte das informações: Sebrae