Mãe de 16 crianças se declara inocente de maus tratos e abuso
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Porto Velho institui política contra assédio e discriminação: denúncias na Ouvidoria, Comitê gestor, medidas protetivas e apuração pela PGM.
A Prefeitura de Porto Velho publicou nesta terça-feira (21) um decreto que institui a Política Municipal de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e à Discriminação no serviço público municipal. A norma estabelece regras para proteger vítimas, evitar retaliações e responsabilizar agressores.
Todas as denúncias serão centralizadas na Ouvidoria Municipal, que deve garantir sigilo ou anonimato do denunciante. Os relatos serão encaminhados ao recém-criado Comitê Gestor Municipal em até cinco dias úteis, ou imediatamente em casos urgentes.
O Comitê Gestor não aplica penalidades, cabendo-lhe o tratamento preliminar dos casos: promover acolhimento reservado à vítima e realizar avaliação inicial de risco.
O decreto prevê medidas protetivas imediatas para resguardar a segurança da vítima e a regularidade do ambiente de trabalho. Entre as medidas que o Comitê pode recomendar estão:
Fica proibida e passível de punição qualquer retaliação, isolamento ou represália funcional contra quem denuncia.
Se a análise preliminar identificar indícios mínimos de materialidade e autoria, o caso será encaminhado à Procuradoria-Geral do Município (PGM), responsável por instaurar sindicâncias ou processos administrativos disciplinares (PAD), observando o direito à ampla defesa.
A coordenação da política caberá à Secretaria Municipal de Administração (SEMAD), que tem 60 dias para constituir o Comitê Gestor. A publicação do decreto ocorre semanas após a SEMAD promover palestras de conscientização sobre assédio nas secretarias de Obras (SEMOB) e de Tecnologia e Informação (SMTI), no final de junho.
Como denunciar: servidores municipais vítimas ou que presenciem assédio moral, sexual ou discriminação podem registrar denúncia de forma sigilosa na Ouvidoria da Prefeitura de Porto Velho, pelo telefone (69) 98473-1105 ou pelo e-mail ouvidoria@portovelho.ro.gov.br.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) orienta que a vítima evite ficar sozinha com o agressor e reúna o máximo de provas possíveis: bilhetes, mensagens eletrônicas, e-mails, áudios ou vídeos, além de registrar datas, horários e testemunhas.
Além do canal interno da prefeitura, servidores podem buscar apoio em sindicatos da categoria ou formalizar denúncia externamente ao MPT, por meio do portal do órgão ou pelo aplicativo Pardal.
Fonte da imagem: Arquivo / Secom
Fonte das informações: Prefeitura de Porto Velho
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