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  • 03 Oct, 2026

Entre os mortos há quatro mulheres, inclusive uma mãe cristã e sua filha; o prédio foi destruído. O ataque acontece em meio a um cessar-fogo frágil.

Um ataque aéreo israelense matou pelo menos cinco palestinos, entre eles quatro mulheres, em um prédio residencial na Cidade de Gaza em 3 de outubro de 2026, informaram autoridades de saúde e a Defesa Civil do território.

O bombardeio destruiu o edifício e provocou um incêndio. Entre as vítimas estão uma mulher cristã e sua filha, segundo relatos de equipes médicas.

Não houve comentário imediato das Forças Armadas de Israel sobre a operação.

“Estávamos dormindo e, de repente, ouvimos ataques contínuos e fortes explosões. As crianças acordaram assustadas e começaram a correr e gritar”, relatou a testemunha Ahmed Al-Dahdouh.

De acordo com moradores, ao saírem de casa encontraram o imóvel de um vizinho atingido e começaram a retirar corpos dos escombros. “Havia mortos entre os escombros, mulheres, homens e crianças. Começamos a retirá-los. Eles estavam espalhados sob os escombros”, disse Dahdouh, que acrescentou que a mãe e a filha cristãs foram removidas pelos vizinhos.

“Nós somos muçulmanos e eles são nossos irmãos cristãos. Não estão envolvidos em nada, são pessoas pacíficas, e todos gostam deles”, afirmou o morador.

O ataque ocorre em um contexto de dificuldades na implementação de um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos no ano anterior. O pacto prevê, entre outros pontos, o desarmamento do Hamas, a retirada das tropas israelenses de Gaza e a reconstrução do território.

Israel afirma que o Hamas voltou a se armar e tem realizado ataques em violação ao cessar-fogo, o que justificaria a intensificação de operações contra o grupo nas últimas semanas. O Hamas nega estar tentando realizar ataques ou reconstruir seu arsenal e acusa Israel de descumprir o acordo.

Os números de vítimas desde o início do atual cessar-fogo mostram a gravidade do confronto.

GrupoMortos
Palestinos (segundo autoridades de Gaza)1.400
Soldados israelenses (segundo Israel)4

Fonte da imagem: REUTERS/Dawoud Abu Alkas

Fonte das informações: g1.globo.com

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