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  • 18 Apr, 2026

Dezesseis pessoas foram condenadas por participação em uma organização criminosa em Pimenta Bueno, envolvendo tráfico e crimes conexos. As penas variam de três a dezesseis anos.

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) conseguiu a condenação de 16 indivíduos por envolvimento em uma organização criminosa, conforme decisão da 1ª Vara Criminal de Pimenta Bueno. Essa ação penal é resultado de uma investigação que evidenciou a atuação estruturada de um grupo que coordenava atividades ilícitas tanto no município quanto dentro da unidade prisional local.

A denúncia do MPRO não só elencou diversos crimes praticados pelo grupo, como também incluiu a venda e transporte de entorpecentes, associação para o tráfico, e a introdução de celulares em presídios, bem como a própria constituição da organização criminosa. As penas impostas aos condenados variam de acordo com o grau de participação de cada um nos delitos investigados, com sentenças que vão de três a dezesseis anos de prisão.

As investigações mostraram que os condenados possuíam uma clara divisão de tarefas e mantinham comunicação constante entre os membros encarcerados e aqueles em liberdade, utilizando aparelhos telefônicos e bilhetes. O grupo operava de maneira coordenada para facilitar o ingresso de drogas e celulares na Casa de Detenção de Pimenta Bueno, além de supervisorar a distribuição de entorpecentes na cidade.

No veredicto, o juízo reconheceu a existência da organização criminosa e a participação dos réus na estrutura voltada para a obtenção de vantagens por meio da prática de crimes. O processo resultou em dezesseis condenações sob a Lei 12.850/2013, que trata do crime de organização criminosa.

A decisão judicial teve como base as evidências coletadas em um inquérito conduzido pela Polícia Civil. O Ministério Público apontou que o grupo mantinha laços com uma facção criminosa de alcance nacional, reproduzindo suas regras e hierarquia dentro do município.

A atuação do MPRO é parte do esforço para combater o crime organizado e garantir a segurança pública, um direito protegido pela Constituição Federal. A condenação reafirma o compromisso institucional em responsabilizar membros de organizações que ameaçam a ordem social e comprometem a tranquilidade das comunidades em Rondônia.

Fonte das informações: Assessoria