Carregando...

  • 19 Apr, 2026

O biólogo Rodrigo Araújo descobre três novas espécies de saguis na Amazônia, mas elas já são ameaçadas de extinção, evidenciando a urgência de proteção.

[/ads>

A escritora Clarice Lispector intrigou seus leitores com reflexões profundas em suas obras. A frase “Todo momento de achar é um perder-se a si próprio”, retirada do livro A paixão segundo G.H., parece ecoar na experiência do biólogo Rodrigo Costa Araújo, especialista em primatas. Após quinze anos de trabalho na identificação de novas espécies de saguis na região do Arco do Desmatamento da Amazônia, Araújo fez descobertas significativas, incluindo o Mico munduruku e o Plecturocebus grovesi, este último descrito em colaboração com outros pesquisadores.

Contudo, ao receber a notícia de que essas novas especies estavam ameaçadas de extinção, Araújo deve ter sentido o peso das suas descobertas. Anos de dedicação se confrontam com a urgência do risco de extinção. Segundo o professor Mario Moura, da Universidade Federal da Paraíba, esse trabalho minucioso é dificultado pela falta de integração entre os esforços de pesquisa sobre a rica biodiversidade da Amazônia. Ele destaca a necessidade de um apoio mais efetivo da mídia para que as espécies recém-descobertas ganhem a atenção necessária, visando a criação de áreas protegidas. A ironia é que, como saguis e micos não votam, as esperanças de mudança restam limitadas.

Enquanto isso, o cenário político brasileiro se prepara para as eleições de outubro de 2026, quando 34 cadeiras do Senado serão renovadas, com dois terços do total em disputa. Atualmente, 33 senadores estão confirmados para buscar a reeleição, enquanto 4 pensam em se aposentar. Em Rondônia, o senador Bagatolli (PL), que possui um mandato de oito anos, não participará da corrida eleitoral, enquanto os senadores Marcos Rogério (PL) e Confúcio Moura (MDB) poderão optar por disputar a reeleição ou concorrer ao governo estadual.

Na estratégia do ex-presidente Jair Bolsonaro, há uma expectativa otimista de que sua família conquiste novas vagas no Senado, com a ex-primeira dama Michele em Brasília e Carlos Bolsonaro em Santa Catarina. Em Rondônia, os bolsonaristas visam eleger o próximo governador e duas cadeiras no Senado, com Bruno Scheidt e Fernando Máximo como candidatos para essas posições, além de Marcos Rogério para o governo. Historicamente, reviravoltas políticas são comuns no estado.

A contagem regressiva para as eleições de outubro já começou, com 150 milhões de brasileiros se preparando para as votações. O cenário para a escolha dos candidatos em Rondônia permanece indefinido, com a possibilidade de que o governador Marcos Rocha desista de sua candidatura ao Senado, o que pode impactar as negociações. Na oposição, Confúcio Moura também adia sua decisão, tornando incerta a definição dos candidatos até as convenções em julho.

No campo federal, a corrida pelo Senado deve trazer uma renovação significativa na bancada de Rondônia, com candidatos fortes como os ex-prefeitos de Porto Velho, Hildon Chaves e Jesualdo Pires, e postulantes do interior, como Natan Donadon e Joliane Fúria. Esse aumento da concorrência pode complicar a reeleição de deputados federais em exercício.

A disputa para a Câmara dos Deputados em Porto Velho será intensa, com novos nomes se destacando, como o Pastor Valadares e o ex-prefeito Roberto Sobrinho. Esses novos concorrentes ameaçam a reeleição dos deputados Cristiane Lopes, Coronel Chrisóstomo e outros. Entretanto, Lucio Mosquini, que está deixando o MDB, poderá não ser afetado por esse cenário, embora enfrente concorrência local de figuras com reputações consolidadas.

Adicionalmente, uma situação paradoxal se estabelece na região do Alto Solimões, que enfrenta um período de seca significativa, mesmo durante o inverno amazônico. Esse fenômeno revela os impactos das mudanças climáticas. Por outro lado, o comércio em Porto Velho continua crescendo, com novas redes de lojas de eletrodomésticos e supermercados se expandindo, enquanto cadeias como Drogasil e Ultrafarma competem nos setores farmacêuticos, resultando no fechamento de pequenas farmácias que não conseguem acompanhar a concorrência.

Fonte das informações: Rondoniaovivo