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  • 19 Apr, 2026

Grupo criminoso avança na Amazônia, afetando 334 de 772 cidades na região. Deputado alerta sobre a influência das facções, mesmo com presídios superlotados.

A realidade tem desmentido os temores de um colapso iminente, como demonstrado pelas previsões catastróficas sobre o fim do mundo que circulavam até o ano 2000. Essas previsões são hoje vistas como absurdas, semelhantes ao receio do bug do milênio, que previu o colapso dos sistemas de computação com a mudança do ano. Embora o petróleo seja um recurso finito, desde 1880, especialistas têm anunciado o fim da era do petróleo a cada década. Daniel Yergin menciona que, na época, autoridades acreditavam que o esgotamento dos campos de óleo da Pensilvânia comprometeria a indústria petrolífera.

Recentemente, foram feitas descobertas significativas de petróleo na Amazônia, com cerca de um quinto das reservas mundiais sendo identificadas entre 2022 e 2024, especialmente na costa entre Guiana e Suriname, conforme dados do Monitor de Energia Global. Isso desafia as previsões de esgotamento do recurso, já que enquanto houver capacidade de extração, haverá demanda pelo petróleo. Apesar das pressões para reduzir o uso de petróleo devido a preocupações ambientais, a estrutura atual da indústria e a relação com os governos indicam que a dependência do petróleo ainda se sustenta.

No contexto do crime organizado na Amazônia, o deputado federal Roberto Duarte (Republicanos) destacou que 334 das 772 cidades na região Norte estão sob a influência de grupos criminosos. Facções como o Comando Vermelho e o PCC têm se expandido, apoiadas pela inércia das autoridades de segurança pública. A presença de traficantes nos presídios de Manaus, Porto Velho e Rio Branco contrasta com o aumento das atividades criminosas que contam com rotas de transporte por rios, estradas e até via aérea. Além disso, o crime organizado já se infiltrou em garimpos ilegais e na política local.

Nas esferas políticas de Rondônia, estão surgindo divergências entre o governador Marcos Rocha e o vice-governador Sergio Gonçalves. Enquanto Rocha busca garantir uma influência significativa na administração, mesmo após deixar o cargo, Gonçalves se opõe à ideia de assumir um papel meramente figurativo, enfatizando a importância de manter a autonomia em posições essenciais do governo. Rocha, que deseja fortalecer sua base para as próximas eleições, parece querer que Gonçalves atue como uma "rainha da Inglaterra", o que não agrada o vice.

A movimentação política em Rondônia ainda contempla a saída de líderes do MDB e a ascensão de novos nomes, como o ingresso no Podemos, e disputas futuras em Brasília. No entanto, muitos candidatos temem que dispor de suas carreiras ao se afastar de suas bases possa ser uma estratégia prejudicial.

Além disso, o ex-deputado Jair Montes, liderança do Avante, se esforça para formar chapas competitivas para as eleições, prometendo recursos para atrair candidatos. Entretanto, as lideranças têm se mostrado exigentes na escolha dos partidos, não desejando servir apenas de apoio para figuras políticas já consolidadas.

Na política local, casais estão cada vez mais presentes nas disputas eleitorais. O prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, e sua esposa Juliane estão concorrendo a uma vaga na Câmara dos Deputados. Em Ariquemes, o deputado Alex Redano e sua esposa Carla Redano também estão em destaque. Em Porto Velho, o ex-prefeito Hildon Chaves e sua esposa, a deputada estadual Ieda Chaves, se juntam ao governador Marcos Rocha e sua esposa Luana Rocha, que disputam cargos relevantes nas eleições próximas.

As pesquisas indicam uma mudança na cena política. O ex-governador Confúcio Moura, atualmente no Senado, se mostra otimista com o cenário nacional, especialmente com a ascensão do presidente Lula. Conversas discretas entre Moura e Hildon Chaves acerca das próximas eleições estão em andamento. Além disso, o julgamento do governador do Acre, Gladson Cameli, foi adiado para 17 de dezembro, o que poderá afetar sua candidatura ao Senado.

Fonte das informações: Idaron