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  • 17 Apr, 2026

Censo 2022: 5,2% de rondonienses vivem em favelas, concentradas em Porto Velho; diagnóstico aponta avanço nacional da ocupação em áreas sem infraestrutura.

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5,2% da população de Rondônia vive em favelas e aglomerados subnormais, segundo o Censo Demográfico 2022 do IBGE. O índice é inferior à média nacional, mas aponta desafios persistentes relacionados à moradia e à urbanização no estado.

No Brasil, o levantamento identificou 16,4 milhões de pessoas vivendo em 12.348 favelas, o equivalente a 8,1% da população. O percentual cresceu em relação a 2010, quando era de 6,0%, indicando expansão das ocupações em áreas com infraestrutura precária.

A região Norte concentra os maiores índices: Amazonas (34,7%), Amapá (24,4%) e Pará (18,8%). Em contraste, Mato Grosso do Sul (0,6%), Goiás (1,3%) e Santa Catarina (1,4%) registraram as menores proporções.

No caso de Rondônia, o IBGE identificou 74 aglomerados subnormais, dos quais 68 estão em Porto Velho. Na capital, 17,3% da população vive nessas áreas, com destaque para o bairro Nacional — apontado como um dos maiores do país — e o Jardim Santana II.

Os dados sugerem limitações de acesso a serviços básicos nessas localidades, como saneamento, segurança e infraestrutura urbana, o que exige leitura estratégica das autoridades sobre políticas habitacionais e urbanísticas.

Especialistas relacionam o crescimento das favelas à expansão desordenada das cidades, ao déficit habitacional e às desigualdades sociais. Em Rondônia, o avanço urbano acelerado, especialmente em Porto Velho, pressiona a ocupação de áreas irregulares.

Para conter a tendência de ampliação dessas áreas, o diagnóstico indica necessidade de ações coordenadas de habitação, regularização fundiária e planejamento urbano. Sem intervenções estruturadas, a ocupação irregular tende a acompanhar o crescimento populacional e a migração interna.

O Censo 2022 consolida um quadro: a presença de favelas é um problema estrutural e crescente, que exige políticas públicas contínuas e planejamento para evitar a piora das condições de vida das populações afetadas.

Fonte das informações: IBGE — Censo Demográfico 2022