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  • 19 Apr, 2026

A Polícia Federal realizou a Operação Galho Fraco, investigando deputados suspeitos de desvio de recursos públicos por meio de contratos fraudulentos.

A Polícia Federal deflagrou, na sexta-feira, 19 de dezembro, a Operação Galho Fraco, com o intuito de investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes das cotas parlamentares. Os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL-RJ, são os principais alvos da operação.

Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal e no estado do Rio de Janeiro, sob a determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a operação, os agentes recolheram os celulares dos parlamentares e, com Sóstenes Cavalcante, foram encontrados cerca de R$ 430 mil em dinheiro vivo em um hotel.

As investigações indicam que os deputados utilizaram contratos falsos com empresas de fachada, incluindo uma locadora de veículos, para desviar verbas da cota parlamentar. A apuração sugere que uma rede envolvendo agentes políticos, servidores comissionados e particulares atuou em conjunto para efetuar os desvios e ocultar a origem dos recursos públicos.

A Operação Galho Fraco é um desdobramento da Operação Rent a Car, realizada em dezembro de 2024, inicialmente focada em assessores dos deputados. A análise de mensagens de celular, depoimentos e quebras de sigilo levaram a indícios que apontam para o envolvimento direto dos parlamentares em crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As cotas parlamentares são recursos mensais atribuídos a deputados e senadores para cobrir despesas vinculadas ao exercício da função, como passagens aéreas, hospedagem, alimentação, manutenção de escritórios e contratação de serviços.

Em sua defesa, Carlos Jordy afirmou ser alvo de uma perseguição política, negou a prática de irregularidades e defendeu a lisura dos serviços prestados pela empresa investigada, que, segundo ele, atua em seu gabinete desde o início do mandato. Jordy também criticou a ação da polícia em endereços de familiares e ressaltou que a locadora contratada possui apenas cinco veículos, uma informação que gerou desconfiança da PF.

Até o momento, o deputado Sóstenes Cavalcante não se pronunciou publicamente sobre a operação.

Fonte da imagem: Reprodução/Internet

Fonte das informações: Rondoniaovivo