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  • 18 Apr, 2026

O recente boletim da Fiocruz aponta aumento de casos de Covid-19 no Brasil, especialmente entre idosos. Rondônia registra 9.450 casos e 17 óbitos em 2025.

As autoridades de saúde no Brasil manifestam preocupação crescente com a Covid-19, conforme evidenciado pelo Boletim InfoGripe da Fiocruz, que foi publicado na quinta-feira (4 de setembro). O documento revela um aumento no número de casos da doença em diversos estados, especialmente entre a população idosa. Casos e mortes estão sendo registrados em todas as regiões do país, com alertas acesos devido ao aumento de infecções no Amazonas, limitado a Rondônia.

Segundo o estudo da Fiocruz, referente à Semana Epidemiológica 35, que abrange o período de 24 a 30 de agosto, a Covid-19 voltou a ser a principal causa de hospitalização por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em estados como Rio de Janeiro e Amazonas. Além disso, também foi registrado um aumento nas notificações de SRAG relacionadas ao vírus em estados do Centro-Sul, incluindo o Distrito Federal, Mato Grosso, São Paulo, Paraná e Minas Gerais, além de algumas áreas do Nordeste, como Piauí e Paraíba.

Apesar da tendência de crescimento, a Fiocruz destaca que os números ainda estão em níveis considerados baixos. No entanto, a situação exige vigilância e monitoramento contínuos, principalmente para proteger os grupos mais vulneráveis. A vacinação continua sendo o meio mais seguro de proteção e controle da disseminação do vírus.

No estado de Rondônia, o último Boletim Epidemiológico da COVID-19 e outros vírus respiratórios, publicado pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), aponta que, no início de 2025, os casos de Covid-19 foram menores em comparação ao ano anterior, 2024. Entretanto, os números ainda trazem preocupação diante do aumento de hospitalizações e óbitos.

De acordo com o Boletim, entre 1º de janeiro e 10 de abril de 2025, foram notificados 9.450 casos confirmados de Covid-19 em Rondônia, resultando em uma taxa de incidência acumulada de 520,6 casos por 100 mil habitantes. O estado registrou 17 óbitos, o que corresponde a uma taxa de mortalidade de 1,0 por 100 mil habitantes no trimestre analisado.

A mortalidade apresentou concentração em municípios com baixa população, impactando de forma desproporcional nos indicadores. As cidades de Parecis (15,8/100 mil hab.), Vale do Paraíso (15,4/100 mil hab.), Ministro Andreazza (10,6/100 mil hab.) e Vale do Anari (8,7/100 mil hab.) destacam-se pelas maiores taxas de mortalidade do estado, mesmo com números absolutos reduzidos, exigindo monitoramento atento em áreas com infraestrutura de saúde fragilizada e elevada vulnerabilidade populacional.

A capital Porto Velho, que concentra a maior quantidade de casos absolutos (2.487), apresenta taxas proporcionais inferiores à média de diversos municípios do interior, com uma incidência de 453,1 por 100 mil habitantes e uma mortalidade de 1,1 por 100 mil habitantes.

Fonte da imagem: Freepik

Fonte das informações: Rondoniaovivo