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  • 18 Apr, 2026

Um policial militar de Porto Velho destaca a importância da responsabilidade pessoal na escolha entre crime e oportunidades, ressaltando que acesso à educação é amplo, mas falta vontade.

Um policial militar com mais de dez anos de experiência nas ruas de Porto Velho compartilha suas observações sobre a realidade da juventude brasileira, revelando a dura verdade sobre o envolvimento de jovens no crime. A experiência vivida nas madrugadas da Zona Leste da cidade expõe uma contradição: muitos jovens que alegam não ter oportunidades estão ativos no tráfico, nas drogas e em atividades criminosas, enquanto não dedicam esforço significativo para estudar e construir um futuro melhor.

O acesso à educação e a programas de apoio, como Pé-de-Meia, Prouni e FIES, está amplamente disponível. No entanto, o autor argumenta que o que realmente falta é a vontade de aproveitar essas oportunidades. Em sua própria trajetória, ele superou dificuldades com estudos em condições limitadas, demonstrando que é possível alcançar sucesso por meio de disciplina e determinação.

Ele observa que muitos jovens aceitam a autoridade dentro de facções criminosas, mas rejeitam a disciplina de instituições legítimas, o que aponta para uma questão de valores e escolhas pessoais, em vez de meramente um problema social. A dificuldade em conseguir emprego devido a antecedentes criminais é um desafio adicional que muitos enfrentam, muitas vezes reconhecendo o arrependimento apenas quando é tarde demais.

O policial ressalta que o crime não é um destino inevitável, mas sim o resultado de decisões erradas que os jovens tomam. Embora o Estado deva continuar a oferecer oportunidades, a verdadeira responsabilidade de mudar e buscar um caminho diferente recai sobre os indivíduos. Ele conclui que o crime é uma escolha consciente e que essa escolha traz consequências significativas.

Fonte das informações: Cb. L. Silva