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  • 10 Jun, 2026

Fontes dizem que Lula levou a Trump agenda para reduzir sanções, negociar terras raras, regular plataformas e combater tráfico e sonegação e questões econômicas.

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Fontes do governo informaram os temas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou para tratar com o americano Donald Trump: reduzir ou zerar sanções comerciais a produtos brasileiros, negociar a produção de terras raras — das quais o Brasil é o segundo maior detentor — regulamentar plataformas digitais e intensificar o combate ao tráfico e à sonegação. Segundo essas fontes, trata-se de uma pauta de caráter administrativo voltada a interesses nacionais, e não de cunho eleitoral.

O encontro entre os dois líderes, segundo o relato governamental, privilegiou o pragmatismo administrativo. A avaliação oficial é que, embora ambos sejam políticos de perfil combativo, a negociação sobre comércio, tecnologia e segurança exige decisões técnicas e acordos práticos, independentes de discursos eleitorais.

Na esfera doméstica, chamou atenção o projeto de lei do senador Sérgio Petecão que propõe liberar o espaço aéreo da Amazônia Legal para que aeronaves e tripulantes estrangeiros realizem voos de passageiros e carga em rotas internas, modalidade conhecida como cabotagem e atualmente vedada pelo Código Brasileiro de Aeronáutica. A motivação declarada é ampliar a oferta de voos e reduzir preços, mas críticos apontam riscos de aumento do tráfico de drogas e da extração ilegal de biodiversidade. O desafio técnico e regulatório é conciliar maior conectividade com medidas efetivas de fiscalização e controle.

No cenário eleitoral de Rondônia para 2026 há sinais de movimentação e surpresas. O candidato do PT, Expedito Neto, tem se declarado conservador e afirmou ter contribuído para a formação da candidatura de Adailton Fúria (PSD). O ex-governador Ivo Cassol mantém postura reservada e ainda não oficializou apoio a nenhum concorrente, enquanto o senador Confúcio Moura confirmou que disputará a reeleição pelo MDB.

Há também indícios de divisão no chamado clã Cassol. O empresário César Cassol, com forte influência no agronegócio, sinalizou apoio a Hildon Chaves; Jaqueline Cassol, candidata à Câmara, tem se aproximado do governador Marcos Rocha e tende a apoiar Adailton Fúria; já Ivo Cassol segue em compasso de espera. Parceiros políticos locais, como Everton Leoni, têm se alinhado a Fúria, o que pode consolidar uma frente favorável a essa chapa.

Analistas e lideranças locais ponderam que a candidatura do professor Pedro Adib ao governo pelo MDB não deve ser subestimada. A história política de Rondônia registra vitórias inesperadas: nomes considerados sem base elegeram-se prefeitos e governadores após reversões eleitorais. Exemplos citados incluem eleições para a prefeitura de Porto Velho e para o governo estadual em que candidatos em desvantagem conseguiram virar o jogo.

O comportamento eleitoral no estado costuma reservar surpresas. Casos históricos mostram que postulantes pouco votados ou tidos como improváveis já alcançaram cargos executivos, e favoritos anteriores também foram derrotados em viradas súbitas. Esse contexto alimenta a narrativa de que todas as candidaturas têm chance enquanto o pleito estiver em aberto.

À frente da corrida, algumas pesquisas apontam lideranças consolidadas em níveis diferentes: nomes como o senador Marcos Rogério aparecem bem colocados na soma geral, e Hildon Chaves figura com preferência na capital. Ainda assim, a dinâmica pode mudar quando a máquina administrativa estadual intensificar ações de campanha, potencialmente beneficiando candidatos ligados ao governo.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo