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  • 19 Apr, 2026

A CPMI que investiga fraudes no INSS pode ser prorrogada por mais 60 dias, após revelações de um esquema criminoso maior, segundo o senador Carlos Viana.

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A confirmação de um esquema mais amplo de fraudes no INSS levou o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) a solicitar a ampliação do prazo da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades relacionadas ao roubo de aposentadorias. O pedido foi apresentado antes da nova fase da Operação Sem Desconto, devido à inércia do governo e à resistência da oposição em aprofundar as investigações.

No dia 18 de outubro, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), confirmou o alerta feito por Chrisóstomo, informando que a nova operação da Polícia Federal revelou uma rede criminosa mais complexa do que se supunha anteriormente. Como resultado, Viana anunciou a intenção de solicitar uma prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 60 dias.

O pedido de prorrogação já havia sido formalizado através do Requerimento nº 2860/2025, apresentado em 1º de dezembro. Nele, o deputado aponta que as fraudes impactaram milhões de aposentados e pensionistas, com a realização de descontos ilegais diretamente em seus benefícios.

Chrisóstomo argumenta que encerrar a CPMI no prazo estipulado inicialmente favoreceria a impunidade. Segundo ele, o esquema funcionava há anos dentro do INSS sem uma investigação adequada. “Só agora, com a CPMI, a verdade começou a aparecer. Portanto, é necessário mais tempo. Encerrar a comissão agora é proteger quem errou e ignorar os roubos sofridos pelos aposentados,” destacou o deputado.

O Requerimento enfatiza que a prorrogação é essencial para analisar dados bancários, documentos do INSS e quebras de sigilo já autorizadas, visando identificar todos os envolvidos, propor indiciamentos e implementar medidas para evitar novas fraudes.

A nova fase da Operação Sem Desconto resultou em prisões de pessoas ligadas ao Ministério da Previdência, além de ampliar as investigações sobre indivíduos próximos ao governo. Os eventos confirmam as alegações de que o esquema é mais profundo do que se pensava inicialmente.

Fonte da imagem: Assessoria

Fonte das informações: Idaron