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  • 18 Apr, 2026

A destruição da Amazônia beneficia interesses corporativos, enquanto o fortalecimento do crime organizado compromete a segurança e o bem-estar da sociedade, alerta o professor Augusto Barreto Rocha.

A degradação da floresta amazônica tem beneficiado interesses privados, levantando a questão proposta pelo professor Augusto Barreto Rocha: a quem o desenvolvimento da região realmente serve? Anteriormente, defendia-se o fortalecimento do Estado como uma forma de promover o "bem comum", mas a mudança de foco em direção a uma menor intervenção estatal resultou em um fortalecimento de corporações que frequentemente exploram os indivíduos em busca de lucros, em vez de atender às necessidades sociais.

O professor Rocha observou que há um consenso em torno de um Estado reduzido, onde cada cidadão se responsabiliza por todos os aspectos de sua vida. Além disso, o conceito de empreendedorismo, que antes era visto de forma positiva, transformou-se em uma forma de emprego precário, distanciando-se das inovações que o termo originalmente representava.

A questão se torna ainda mais crítica diante do avanço do crime organizado, que tem atacado a sociedade com impunidade, aproveitando-se do desespero e da frustração da população com as decisões judiciais envolvendo figuras políticas, como Lula e Bolsonaro. A sensação de insegurança e vulnerabilidade permeia os cidadãos.

À medida que os deputados estaduais de Porto Velho se preparam para a reeleição no próximo ano, enfrentam desafios significativos. Um elevado índice de renovação tem sido observado nas eleições anteriores, e simulações de pleitos futuros mostram que aqueles considerados bem votados podem cair em desgraça rapidamente, como exemplificado pelo ex-deputado Zequinha Araújo. O ambiente político, muitas vezes descrito como um “balcão de negócios”, favorece predadores com interesses escusos.

Os ex-governador Ivo Cassol e o prefeito de Porto Velho, Leo Moraes, são vistos como "noivas cobiçadas" por vários candidatos que buscam apoio nas eleições vindouras. No entanto, para conquistar o apoio de figuras influentes, os pretendentes precisam apresentar candidatos a vices e compromissos estratégicos com aliados, refletindo uma dinâmica de negociação política que remete a práticas de antigamente, como os acordos matrimoniais.

Aos olhos de outros partidos, o ex-prefeito Hildon Chaves enfrenta um esforço para ser isolado em sua busca por uma candidatura ao governo estadual. A falta de alianças sólidas tem sido uma barreira para a formação de chapas competitivas nas assembleias legislativas e na câmara federal. A saída de Ivo Cassol da disputa, por sua vez, trouxe um otimismo renovado entre alguns grupos da militância.

O MDB, embora tenha perdido quadros e enfrentado resultados insatisfatórios em eleições recentes, mantém um otimismo em relação às próximas eleições. O partido trabalha para formar chapas competitivas e acredita que pode ressurgir após derrotas passadas, semelhante a uma fênix.

A "Caravana da Esperança", composta por uma coalizão de nove partidos de esquerda e centro, já realizou eventos em importantes polos do estado e está em processo de formação de candidaturas unificadas para as eleições de 2026. Entre as lideranças presentes estão figuras influentes como o senador Confúcio Moura e a deputada Claudia de Jesus.

Na Assembleia Legislativa, com uma maioria alinhada ao governo Marcos Rocha, o Delegado Camargo surge como uma voz de oposição, focando em denúncias que expõem problemas na saúde pública e na segurança. Ele se destaca por fiscalizar e relatar as mazelas do sistema de saúde estadual, apresentando-se como um crítico da administração atual.

Fonte da imagem: [Divulgação]

Fonte das informações: [inserir fonte original, ex: Idaron ou Governo de RO]