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  • 18 Apr, 2026

O desaparecimento do empresário "Castelinho" completa quase dois meses, com buscas encerradas e sem pistas concretas, gerando indignação na família e na comunidade.

O empresário Antônio Nemézio Miranda Filho, conhecido como “Castelinho”, está desaparecido há quase dois meses, sem que novas pistas ou respostas oficiais tenham sido divulgadas pelas autoridades. O caso, um dos mais enigmáticos da região do baixo Madeira, provoca angústia e indignação entre seus familiares e a população local.

As operações de busca mobilizaram uma força-tarefa incomum, que envolveu o Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Exército e a Defesa Civil (Sesdec), com o uso de helicópteros, drones e cães farejadores. Apesar das intensas operações realizadas por terra, água e ar, os órgãos públicos anunciaram o encerramento oficial das buscas, o que gerou forte descontentamento na família.

Um dos parentes de Antônio expressou desespero, afirmando que é inaceitável que um homem desapareça sem deixar rastro e acusando o Estado de abandono nesse momento crítico.

A caminhonete de Antônio foi encontrada no dia 19 de outubro, com a chave na ignição e sem indícios de violência. Subsequentemente, equipes de busca localizaram uma camisa e um par de botinas a cerca de três quilômetros do veículo, em uma área rural. Esses itens foram enviados para análise, mas ainda não há confirmação de que pertençam ao empresário.

Até o momento, não surgiram novas pistas consistentes, aumentando a sensação de impotência e desespero entre os familiares e amigos. O silêncio das autoridades também contribui para essa angústia.

Antônio, que era o proprietário da tradicional Lanchonete e Restaurante Castelinho, conhecido na BR-364 entre Porto Velho e Guajará-Mirim, era uma figura simpática e muito respeitada na região. Ele era experiente em trilhas e áreas próximas ao rio Madeira, o que torna seu desaparecimento ainda mais intrigante para pessoas que o conheciam.

Com o fim das buscas, moradores da região e frequentadores do restaurante expressam tristeza e revolta. Muitos acreditam que essa decisão amplifica as incertezas e a insegurança local.

A família de Antônio recorre ao Ministério Público em busca de apoio político para reabrir as investigações, não descartando hipóteses de crime, acidente ou ataque de animais silvestres, devido à falta de evidências sólidas.

Enquanto a sociedade de Rondônia acompanha o desenrolar do caso com apreensão, o desaparecimento de “Castelinho” deixa uma série de perguntas sem resposta. O tempo passa, mas a esperança da família continua, e eles afirmam que não desistirão até encontrar respostas e justiça.

Fonte das informações: Idaron