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  • 18 Apr, 2026

O 17º aniversário do Fundo Amazônia provoca reflexões sobre a necessidade de mudanças na exploração da floresta, enfatizando seu valor em pé.

A comemoração dos 17 anos do Fundo Amazônia, realizada em agosto, levou a importantes reflexões sobre o futuro da gestão das florestas da Amazônia. A principal questão levantada é quantos anos ainda serão necessários para que o fundo produza resultados significativos na reversão do modelo de exploração da floresta, promovendo a ideia de que a preservação da floresta é mais valiosa do que sua destruição. Essa reflexão é acompanhada pela necessidade de comprovar essa teoria com dados concretos e melhorias sociais para as comunidades que habitam a região.

Em um contexto histórico, vale ressaltar que há 170 anos a Amazônia enfrentou uma grave epidemia com a chegada de navios de Portugal, que resultou em alta mortalidade e expôs a fragilidade do sistema de saúde do Império. Este episódio ilustra como as boas ideias podem demorar a ser adotadas, enquanto uma epidemia pode impactar rapidamente a sociedade, como observado durante a pandemia de Covid-19.

No passado, acreditava-se que a cólera poderia ser curada com rezas e remédios ineficazes, como a quinaquina. Mesmo frente ao aviso do médico inglês John Snow sobre a contaminação da água, a conscientização sobre a necessidade de saneamento básico demorou a ser aceita pelas autoridades. Espera-se que os nobres objetivos do Fundo Amazônia não levem tanto tempo para gerar seus efeitos positivos.

No estado de Rondônia, a Caravana da Esperança, formada por nove partidos, promoveu um significativo encontro em Ji-Paraná no último sábado, destacando-se como uma alternativa ao bolsonarismo. O senador Confúcio Moura é apontado como provável candidato ao governo estadual, enquanto o ex-senador Acir Gurgacz pode concorrer ao Senado. Os líderes partidários também discutiram a formação de chapas para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados.

Em relação às eleições de 2026, a situação política nas principais regiões de Rondônia indica um possível racha entre três candidatos ao governo estadual em Porto Velho. O vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil), o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) e o deputado federal Fernando Máximo, que deve se filiar ao Podemos, estão entre os postulantes. Essa fragmentação pode beneficiar candidatos do interior, como Confúcio Moura e o atual prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD).

No Cone Sul, a família Donadon espera eleger um deputado federal, mas enfrenta dificuldades devido à inelegibilidade do ex-deputado Natan Donadon, que está impossibilitado pela lei da ficha limpa. O ex-prefeito Melki Donadon continua a liderar as articulações políticas da família, que já elegeu diversos representantes ao longo dos anos.

Com Natan fora da disputa, o atual deputado estadual Ezequiel Neiva tem um panorama favorável para conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele foi um dos mais votados nas últimas eleições, e seu filho Wiveslando pretende disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, seguindo a tradição familiar de representação política.

Na região central de Rondônia, o deputado federal Lúcio Mosquini, atualmente no MDB, se prepara para mudar de partido na janela partidária de abril. Embora tivesse planos de candidatar-se ao Senado ou ao governo, ele optou por buscar a reeleição. O senador Marcos Rogério (PL) também está se preparando para uma nova campanha, com apoio do pecuarista Bruno Scheidt.

Ji-Paraná promete ser palco de uma das disputas mais acirradas ao Senado nos últimos anos, com a participação de Marcos Rogério, Bruno Scheidt, a deputada federal Silvia Cristina (PP) e o ex-senador Acir Gurgacz (PDT), que deve se lançar com o apoio de uma federação composta por nove partidos.

No Vale do Jamari, dominado por Ariquemes, os atuais deputados federais Thiago Flores e Rafael Fera buscam a reeleição, enquanto o senador Confúcio Moura também é um candidato ao governo estadual. Após uma onda de candidatos conservadores, o clã Follador se esforça para recuperar seu espaço político.

Por fim, na capital Porto Velho, o setor farmacêutico enfrenta grandes desafios devido à forte concorrência de grandes redes, resultando até na venda de algumas farmácias menores. A situação indica um mercado em transformação, com constantes notícias de irregularidades políticas, como a detenção de um vereador em Manaus, refletindo uma realidade que também se observa em Rondônia.

Fonte das informações: Rondoniaovivo