Sema prioriza protagonismo indígena para preservar Porto Velho
Vinicius Miguel fortaleceu políticas com povos indígenas de Porto Velho, com educação ambiental, 10 t de sementes nativas para reflorestamento urbano.
Carregando...
A expansão do Terceiro Comando Puro na Amazônia preocupa autoridades, com indícios de infiltração em Rondônia. A facção utiliza táticas religiosas para consolidar domínio.
O Terceiro Comando Puro (TCP) tem se expandido de forma silenciosa, porém organizada, no Norte do Brasil, alterando o cenário da segurança pública na região. Apresentando-se com uma estética e linguagem religiosas, a facção, conhecida como a “facção evangélica”, utiliza símbolos cristãos e discursos moralizantes para fortalecer seu domínio territorial. Essa estratégia a tornou a terceira maior força do crime no Brasil, ficando atrás apenas do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Pesquisadores já consideram consolidada a presença do TCP nos estados do Acre, Amazonas e Pará. O avanço até as fronteiras de Rondônia acende um alerta entre as autoridades, que percebem sinais concretos de aproximação e os riscos de entrada do grupo no estado, evidenciados por pichações com a “Estrela de Israel”, um símbolo amplamente associado à facção, e relatos de ataques a terreiros e espaços religiosos de matriz africana, práticas observadas em outros territórios sob domínio do TCP.
No Rio de Janeiro, onde o TCP teve suas origens, a facção chamou atenção ao marcar seu território com referências religiosas, como a grande Estrela de Davi em neon instalada em uma caixa d'água no Complexo de Israel, em Parada de Lucas. O grupo utiliza referências bíblicas para firmar sua autoridade e obter aceitação social. Apesar das operações policiais que destruíram estruturas luxuosas e capelas clandestinas, o TCP continua a expandir sua rede de influência em pelo menos nove estados, incluindo:
A presença do TCP é especialmente agressiva no Norte, onde o grupo aproveita a geografia da Amazônia para se fortalecer. Os rios funcionam como corredores logísticos, e a vulnerabilidade das comunidades ribeirinhas, somada à ausência histórica do Estado, cria um ambiente favorável para o avanço do crime organizado. A facção compete por território com o Comando Vermelho e grupos locais, intensificando as tensões em áreas urbanas e rurais. A imposição de normas religiosas, ataques a terreiros e pressões para que a comunidade adote códigos de conduta embasados em interpretações fundamentalistas da fé têm sido parte de sua estratégia de expansão.
Nos últimos dois anos, o Acre se tornou um ponto estratégico para o avanço do TCP, dada sua proximidade com Rondônia e a facilidade de circulação entre cidades fronteiriças. Fontes ligadas à segurança pública relatam que o grupo já está testando formas de infiltração social, utilizando líderes que se apresentam como pastores ou missionários, estratégia que dificulta a identificação de suas atividades ilegais.
O discurso religioso adotado pelo TCP serve a objetivos estratégicos, como:
Essa camuflagem proporciona uma “blindagem simbólica” que complica investigações e permite a expansão do grupo sem causar alertas imediatos. Com a presença do TCP já consolidada no Acre e em diálogo no Amazonas, especialistas afirmam que Rondônia é a próxima na rota de crescimento da facção. Os potenciais impactos de sua entrada no estado incluem:
As autoridades locais percebem essa situação como uma ameaça crescente e defendem uma resposta antecipada, integrada e pautada em inteligência. A ascensão do TCP revela um novo modelo de crime organizado que utiliza a religiosidade como forma de poder. À medida que se aproxima de Rondônia, os riscos se intensificam, e a combinação de vulnerabilidade social e fronteiras abertas cria um ambiente favorável para o crescimento de facções como o TCP, que se disfarçam de fé, mas atuam pela força, deixando as comunidades sob uma atmosfera de medo e silêncio.
Fonte da imagem: PC-RJ
Fonte das informações: Rondoniaovivo
Vinicius Miguel fortaleceu políticas com povos indígenas de Porto Velho, com educação ambiental, 10 t de sementes nativas para reflorestamento urbano.
Rosangela Donadon protocolou ao DER pedido de patrolamento e encascalhamento em 35,35 km da RO-445, em Vilhena, para restaurar trafegabilidade e segurança.
Governo de Rondônia recupera Linha 67 até Rio Pardo após indicação de Alan Queiroz; DER executa patrolamento, cascalhamento e drenagem, melhorando tráfego.
These cookies are essential for the website to function properly.
These cookies help us understand how visitors interact with the website.
These cookies are used to deliver personalized advertisements.