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  • 17 Apr, 2026

Novas evidências sugerem irregularidades em uso de máquinas públicas em obras na Assembleia de Deus de Porto Velho, envolvendo a vice-prefeita e servidores.

Um novo desdobramento no caso de uso indevido de recursos públicos em Porto Velho está levantando suspeitas em relação a declarações feitas por servidores da Prefeitura e dirigentes da Assembleia de Deus. Documentos e fotografias apresentadas ao Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) indicam que pode ter havido um desvio de conduta na execução de obras realizadas no pátio da igreja, que está associada à vice-prefeita Magna dos Anjos.

No ano passado, denúncias revelaram que o pátio da Assembleia de Deus estava sendo asfaltado sem a devida autorização, utilizando recursos públicos de maneira irregular. Fotografias documentaram um caminhão-pipa da Prefeitura no local, fato que motivou a abertura de uma investigação por parte do Ministério Público. Contudo, surgiram indícios de que documentos falsificados foram criados para enganar a investigação.

Segundo o relato, foi elaborado um documento em que um servidor da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) afirmava que sua equipe havia realizado serviços no cruzamento da Rua Antônio Violão com a Avenida Amazonas, e que apenas um caminhão-pipa da Prefeitura havia sido utilizado, caracterizando a ação como breve e pontual.

No entanto, o ex-servidor que denunciou as irregularidades contestou essa versão, apresentando imagens que mostram o asfaltamento completo do pátio da igreja, assim como a presença de mais máquinas públicas no local, incluindo rolos compactadores e um caminhão espargidor de piche. Segundo a denúncia, cerca de 12 toneladas de emulsão foram desviadas da Secretaria Municipal de Obras (Semob) para o pátio da igreja, com um valor estimado em mais de R$ 200 mil.

Além das evidências visuais, mensagens de WhatsApp entre o ex-servidor e o ex-deputado Valter Araújo, mencionado como o responsável pela ligação com a igreja, também foram apresentadas. Araújo já foi condenado por corrupção no âmbito da operação Termopilas da Polícia Federal.

Conforme relatado, quando a informação sobre a reportagem que registrava as irregularidades chegou aos responsáveis da igreja, houve uma movimentação para retirar clandestinamente as máquinas do local.

Após a denúncia inicial, foi estabelecido um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o MP e os envolvidos, focado no uso do caminhão-pipa. Contudo, o surgimento de novas evidências sugere que a intervenção foi mais abrangente, configurando uma obra completa de asfaltamento. Com isso, a possibilidade de desmantelamento do TAC e a punição por improbidade administrativa para os envolvidos torna-se mais concreta.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Idaron