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  • 17 Apr, 2026

Em Ariquemes, o cadeirante Emerson Gregório sofreu queda por buraco em avenida; o ponto segue sem reparo e o ativista Jailton Delogo cobra ação e denúncia ao MP.

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Acessibilidade urbana continua sendo um obstáculo diário para milhares de brasileiros. O influenciador e ativista pela inclusão Jailton Delogo voltou a destacar a precariedade das calçadas e afirmou que o problema observado em Ariquemes reflete uma realidade presente em diversas cidades do país.

No programa Momento da Inclusão, foi exibido o caso do cadeirante Emerson Gregório, que sofreu um acidente grave em 25 de fevereiro ao trafegar pela Avenida JK, no centro de Ariquemes (RO). Segundo o relato, Emerson transitava por uma ciclovia quando, diante da ausência de sinalização adequada, precisou aumentar a velocidade da cadeira de rodas; uma das rodas encaixou em um buraco e provocou uma queda violenta.

O impacto causou ferimentos na cabeça e no rosto, exigiu vários pontos e resultou em internação. Ele ficou temporariamente impossibilitado de realizar suas atividades diárias.

O episódio chama atenção porque a Avenida JK é considerada uma das mais pavimentadas da cidade, mas outras vias apresentam situação ainda mais crítica. Segundo relatos, avenidas como Canaã e Tancredo Neves têm problemas de acessibilidade que dificultam ou impedem a circulação segura de pessoas com deficiência.

Há informações de que outras pessoas já sofreram acidentes em condições semelhantes em Ariquemes, o que aponta para falhas recorrentes na manutenção e na fiscalização dos espaços públicos. Ainda mais preocupante é que o buraco responsável pela queda de Emerson permaneceu aberto por tempo prolongado, mantendo pedestres e cadeirantes expostos ao risco.

Jailton Delogo ressaltou que a negligência na manutenção de vias públicas não pode ser tratada como algo comum: “a negligência na manutenção de vias públicas, especialmente em pontos de grande circulação, revela uma ausência de prioridade com a segurança e a dignidade da população”. Para ele, a questão vai além de infraestrutura e envolve respeito ao cidadão.

Os obstáculos enfrentados diariamente incluem degraus irregulares, aclives e declives acentuados, ausência de rampas e sinalização inadequada. Calçadas também são frequentemente ocupadas por carros estacionados irregularmente, caminhões, mercadorias de lojas e árvores mal posicionadas, o que obriga pessoas com deficiência a dividir espaço com veículos motorizados.

Além das pessoas com deficiência, idosos, pessoas com mobilidade reduzida e mães com carrinhos de bebê são diretamente afetados pela falta de estrutura adequada nas vias públicas.

As orientações a vítimas de acidentes ou violações de direitos são claras: procurar o Ministério Público e os órgãos de defesa das pessoas com deficiência para que providências legais sejam adotadas. Ativistas e moradores pedem ação imediata das autoridades para corrigir riscos conhecidos e evitar novos acidentes.

O caso em Ariquemes expõe um problema que, segundo defensores da inclusão, já passou da fase de alerta e exige intervenção rápida das administrações municipais para garantir o direito de ir e vir com segurança e dignidade.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Momento da Inclusão e relatos de Jailton Delogo