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  • 19 Apr, 2026

A vereadora Ellis Regina alertou sobre a crescente violência contra a mulher em Porto Velho, citando dados alarmantes como quatro feminicídios diários no Brasil.

A violência contra a mulher no Brasil foi um tema de destaque na Câmara Municipal de Porto Velho, onde a vereadora Ellis Regina fez um pronunciamento sobre a situação preocupante no país. A vereadora ressaltou que, atualmente, o Brasil registra quatro feminicídios por dia, um índice alarmante que precisa ser contido para assegurar a sobrevivência das mulheres.

Ellis Regina destacou que ainda existem pessoas que não aceitam o empoderamento feminino e os direitos das mulheres, incluindo o direito ao emprego e ao estudo. “Precisamos garantir que a mulher tenha direito à vida”, enfatizou a vereadora.

Durante seu discurso, a vereadora também convocou a Casa de Leis a se unir às lutas que o Movimento das Mulheres iniciará em 2026. Nesta mobilização, o foco será o protagonismo político feminino e o combate à violência, especialmente em um ano que promete ser decisivo em questões de gênero.

Ao concluir sua fala, Ellis Regina, que preside a Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal, expressou a importância de parcerias com homens na luta pela vida das mulheres. Ela pediu que os homens se posicionem na linha de frente desta cruzada contra a violência doméstica, destacando que, no parlamento, apenas ela e a vereadora Sofia representam o sexo feminino.

Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Ministério das Mulheres mostram a gravidade da situação:

  • No Brasil, em 2024, foram registradas 1.492 vítimas de feminicídio, um aumento de 0,7% em relação ao ano anterior.
  • Cerca de 64% desses crimes ocorrem dentro de casa, sendo a maioria das vítimas mortas por parceiros ou ex-parceiros íntimos.
  • Mais de 60% das vítimas de feminicídio são mulheres negras.
  • Em 2024, foram registrados 71.892 casos de estupro de mulheres, resultando em uma média de 196 casos por dia.

Organizações de direitos humanos afirmam que o problema é sistêmico, muitas vezes enraizado em valores machistas e na escassez de políticas públicas eficazes, o que dificulta o progresso no combate à violência contra a mulher.

Fonte das informações: Assessoria