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  • 18 Apr, 2026

Com 68,6 milhões de brasileiros endividados, especialista alerta para a importância do consumo consciente e planejamento financeiro no fim do ano.

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O final do ano é um momento destinado a confraternizações e troca de presentes, mas também representa uma oportunidade essencial para reflexão sobre hábitos financeiros e planejamento de futuro. Especialmente durante as festividades, o consumo tende a aumentar devido a promoções e à persuasão emocional, o que pode levar a decisões rápidas que impactam negativamente o orçamento nos meses seguintes. O Sicredi destaca a importância de um consumo consciente e do planejamento financeiro para começar 2026 de forma equilibrada.

Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indica uma injeção de aproximadamente R$ 6,7 bilhões na economia de Mato Grosso com o pagamento do 13° salário aos trabalhadores formais do Estado. Em contrapartida, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil revelam que 68,6 milhões de brasileiros estão com dívidas em atraso, representando quatro em cada dez adultos negativados, o que evidencia desafios na gestão financeira, especialmente em um contexto de juros elevados. Assim, o 13° salário surge como uma oportunidade de reverter essa situação.

O consultor de Sustentabilidade e Cooperativismo do Sicredi, Eber Ostemberg, alerta que o principal risco neste período é a compra por impulso, intensificada por campanhas promocionais. Ele afirma que expressões como “compre agora e pague depois” podem induzir os consumidores a assumirem compromissos financeiros além de suas capacidades orçamentárias.

Para Ostemberg, o consumo consciente não implica em evitar compras, mas em realizá-las com eficiência. Avaliar o custo total, considerar a presença de juros, comparar preços e estabelecer a real necessidade das aquisições são passos cruciais. Pequeninas decisões, se repetidas, podem ter um grande impacto no orçamento ao longo do tempo.

Outro aspecto importante é o uso consciente do 13° salário e do cartão de crédito. Ostemberg observa que o uso sem planejamento pode resultar em dívidas que complicam o início do novo ano. Portanto, é vital estabelecer um planejamento financeiro que suporte a manutenção das contas em ordem.

O planejamento financeiro requer hábitos e disciplina, sem necessitar de ferramentas complexas. Registros simples de despesas, planilhas ou aplicativos podem ajudar a monitorar receitas e gastos, permitindo ajustes constantes, o que é especialmente útil para quem possui renda variável. A comunicação em família também é crucial. Incluir filhos nas discussões sobre finanças pode contribuir para a formação de consumidores mais conscientes no futuro.

Para aqueles que desejam começar 2026 de forma mais organizada, o planejamento financeiro é essencial. A consultora de Negócios do Sicredi, Marianne Moraes, propõe que o primeiro passo é compreender o comportamento de consumo pessoal: quanto se ganha, como se gasta e quais despesas são realmente necessárias. A organização financeira é mais um alinhamento do que uma restrição.

Moraes recomenda priorizar algumas metas, como a constituição de uma reserva de emergência, a eliminação de dívidas com altos juros e a adequação do estilo de vida à renda disponível. Com esse equilíbrio, é possível avançar com segurança em investimentos e planos a longo prazo.

Em um cenário de juros elevados, com a Selic em 15% ao ano, as compras parceladas podem se tornar bastante onerosas. Entretanto, a economia pode favorecer aqueles que conseguem poupar, criando novas oportunidades de investimento. Um planejamento financeiro sólido, aliado a uma análise do cenário econômico, pode ajudar a reorganizar as finanças.

O Sicredi promove programas voltados à educação financeira, como o Programa Cooperação na Ponta do Lápis, que oferece conhecimento e práticas financeiras adequadas a diversos públicos, desde crianças até microempreendedores. Este programa visa unir educação financeira a comportamentos de consumo saudáveis, reconhecendo o impacto emocional nas decisões financeiras.

Com ações digitais e presenciais e a parceria com a Turma da Mônica, o Sicredi busca ampliar o acesso à educação financeira desde a infância, formando consumidores mais conscientes e adultos financeiramente preparados para o futuro. Dessa forma, a cooperativa reafirma seu compromisso com uma vida financeira sustentável e uma sociedade próspera.

Fonte da informação: Sicredi