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  • 19 Apr, 2026

Líderes políticos enfrentam desafios em suas falas e propostas, com destaque para o financiamento do fundo florestal alemão e o projeto antifacção no Brasil.

Recentemente, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeram gafes em declarações públicas. Bolsonaro, em uma de suas falas, questionou como “podemos viver sem oxigênio”, enquanto Lula expressou uma “profunda gratidão ao continente africano por tudo que foi produzido durante 350 anos de escravidão no nosso país”. No entanto, a gafe mais significativa foi atribuída ao primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, que, em referência à COP30, ofendeu não apenas os brasileiros, mas também envergonhou seu próprio país ao menosprezar o Brasil.

Em resposta às declarações de Merz, o governo alemão decidiu alocar 1 bilhão de euros, cerca de R$ 6 bilhões, para o Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF). Esta proposta brasileira é vista como uma das mais promissoras para a proteção dos recursos naturais e do meio ambiente. O fundo tem como objetivo demonstrar que manter a floresta em pé é mais valioso do que a sua derrubada. No entanto, ainda é necessário definir a origem dos recursos adicionais, já que palavras não sustentam a realidade.

Embora o total esperado para o fundo seja de US$ 125 bilhões, há uma expectativa de que países com governos favoráveis possam investir na iniciativa devido aos benefícios da preservação. A Alemanha parece ter compreendido essa importância.

Um novo projeto de lei antifacção está em trâmite no Congresso Nacional e visa combater o domínio dos cartéis de drogas provenientes da Bolívia, Peru e Colômbia, que atuam em conjunto com facções locais em Rondônia. O estado tem se tornado um centro de distribuição de cocaína, com uma conexão crescente para o Nordeste, onde vários líderes do tráfico rondoniense se estabeleceram. A relação entre políticos e facções criminosas, no entanto, vai além e remonta aos anos 80.

O MDB está trabalhando para recuperar espaço político perdido, buscando novas lideranças para revitalizar seu quadro. Com uma história forte no estado, o partido, que já elegeu governadores como Jeronimo Santana e Confúcio Moura, está ativo em Porto Velho e no interior em busca de novas adesões. O presidente do diretório municipal, Willians Pimentel, e o senador Confúcio Moura estão à frente dessa iniciativa para as próximas eleições.

O atual prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), demonstra uma intenção firme de concorrer ao governo do estado. Para isso, ele já iniciou a busca por um candidato a vice, preferencialmente uma mulher, em Porto Velho, onde reside um terço do eleitorado rondoniense. Fúria, junto a seu mentor, o ex-senador Expedito Junior, tem promovido reuniões para articular alianças que fortaleçam sua candidatura.

Um estudo da Confederação Nacional de Transportes (CNT) posicionou Rondônia entre os estados que apresentaram melhorias em suas rodovias, em contraposição ao Amazonas, Acre e Amapá, que possuem as piores estradas da região amazônica. A concessão da rodovia 364 já trouxe benfeitorias entre Porto Velho e Vilhena. Entretanto, um olhar mais atento às estradas vicinais poderia revelar sérios problemas, especialmente durante o inverno.

As invasões em Porto Velho têm gerado um impasse para o poder público, que está impedido pela justiça de oferecer infraestrutura básica como água e energia elétrica. Estas situações se tornaram ainda mais visíveis durante os protestos na estrada do Areia Branca, próximo à fábrica da Coca-Cola, onde se buscava um retorno ao fornecimento de serviços essenciais. A solução para os conflitos nas áreas invadidas passa pela regularização fundiária, um processo que frequentemente se arrasta nos tribunais.

A Fecomercio e a Federação das Indústrias manifestaram apoio à concessão da BR-364, mesmo que isso implique custos com pedágios, argumentando que a medida pode salvar vidas em decorrência de acidentes. Em Brasília, a juíza Euma Tourinho (Podemos) tomará posse com a missão de organizar a representação de Porto Velho e buscar a liberação de recursos. Além disso, pesquisadores da Fiocruz estão investigando a BR-319 na busca por novos vírus e suas implicações para a saúde das comunidades ribeirinhas.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo