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  • 18 Apr, 2026

Em Porto Velho, o preço da gasolina volta a subir, alcançando R$ 6,98 por litro, sem justificativa oficial, enquanto municípios vizinhos têm preços mais baixos.

Em Porto Velho, capital de Rondônia, os preços dos combustíveis registraram novo aumento. Na última terça-feira, 16 de outubro, foi observado que alguns postos estavam cobrando até R$ 6,98 por litro de gasolina, enquanto outros veículos de imprensa informaram valores próximos a R$ 7,00. A razão para essa elevação nos preços não foi oficialmente esclarecida.

No ano anterior, o aumento abrupto foi atribuído ao baixo nível do rio Madeira, que afetou os custos do combustível em todo o estado. Contudo, atualmente, o nível do rio se encontra normal, conforme informações do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Curiosamente, o preço da gasolina está, neste momento, mais baixo em algumas áreas do interior do estado em comparação à capital. Esta situação é considerada ilógica, já que a distribuição de combustíveis tem início na capital, e a distância do frete geralmente encarece o produto. Em Candeias do Jamari, por exemplo, um dos menores valores registrados foi de R$ 5,99 por litro, enquanto em Ouro Preto d’Oeste o preço máximo foi de R$ 6,87. Em Vilhena, município nas proximidades de Rondônia, os preços variaram entre R$ 6,92 e R$ 7,06.

O Sindicato dos Postos Revendedores de Rondônia (Sindipetro) foi contatado por diversas tentativas de ligação e mensagem a fim de esclarecer os motivos do aumento, mas não houve retorno.

Historicamente, os consumidores da região Norte do Brasil enfrentam custos mais elevados com combustíveis. Isso se deve a diversos fatores, como a privatização de refinarias, a movimentação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a dependência de refinarias estrangeiras e a política de paridade de preços com o mercado internacional. No caso de Rondônia, a suposta existência de cartelização entre os postos de combustíveis na capital também é uma preocupação.

Uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), instaurada pela Câmara Municipal de Porto Velho, já apontou indícios de cartelização na venda de combustíveis. Os vereadores discutiram, à época, possíveis medidas regulatórias para combater os aumentos constantes, mas pouco foi concretizado em termos de ação efetiva.

Em julho de 2025, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, solicitou uma maior fiscalização dos preços dos combustíveis após uma queda de 5,6% nos preços da gasolina para distribuidoras pela Petrobras, mesmo após a constatação de alta nas bombas. O Ministério de Minas e Energia mobilizou a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e outros órgãos para investigar possíveis abusos nos preços.

O Rondoniaovivo também tentou estabelecer contato com o Procon de Rondônia e com o Governo do Estado para questionar sobre a fiscalização em relação ao aumento, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

Fonte da imagem: EUIDEAL

Fonte das informações: Rondoniaovivo