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  • 18 Apr, 2026

Júlio Olivar, autor de 'A Cidade que Não Existe Mais', fala sobre o filme que adapta sua obra, resgatando a história da antiga Santo Antônio do Rio Madeira.

O historiador e jornalista Júlio Olivar concedeu uma entrevista para discutir o longa-metragem baseado em seu livro 'A Cidade que Não Existe Mais', publicado em 2015. O livro aborda a história de Santo Antônio do Rio Madeira, uma antiga cidade fundada por missionários jesuítas no século 18, que foi o maior município do mundo até ser extinta em 1945, quando foi incorporada a Porto Velho.

Com dez anos desde o lançamento do livro, a narrativa agora será apresentada em formato audiovisual. O filme, que também se chamará 'A Cidade que Não Existe Mais', conta com o roteiro de Júlio Olivar e direção de Marcos Nobre, combinando dramatizações com depoimentos. A obra explora desde a fundação da vila jesuíta até a relevância de Santo Antônio na implantação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, além de seu papel como o primeiro município da região que hoje compõe o estado de Rondônia.

Durante a entrevista, Olivar detalhou que o filme está sendo realizado por uma equipe capacitada: “O filme é um longa-metragem baseado no livro homônimo, e é um trabalho feito em equipe, muito bem feito. Marcos Nobre, mesmo sendo sua primeira experiência em longas, possui grande experiência no setor audiovisual. A direção executiva é de Cláudia Moura e a produção está a cargo de Luana Lopes, acompanhados de uma equipe técnica de fotografia altamente eficiente. Esteticamente, o filme está muito bonito, com sets montados diante da Igreja de Santo Antônio de Pádua, em Porto Velho, além de locações no Parque Natural e depoimentos de especialistas em historiografia regional”, afirmou.

O autor também ressaltou o caráter educacional do projeto, afirmando que o filme deve ser visto especialmente por estudantes do ensino médio: "Acredito que, além de sua contribuição ao audiovisual, tem um viés educacional. É necessário que os estudantes tenham uma percepção diferenciada da história de Rondônia, que muitas vezes é apresentada de forma parcial. A própria Estrada de Ferro Madeira-Mamoré só foi possível devido à existência de Santo Antônio como uma vila jesuíta no início do século 18", explicou Olivar.

Além disso, o longa-metragem abordará a importância de Santo Antônio, que foi oficialmente instalado como município em 1912, tendo Joaquim Tanajura, um médico da Comissão Rondon, como prefeito. O município, na época, abrangia todo o território que hoje é Rondônia, incluindo rios, seringais, comunidades indígenas e áreas de mineração.

O historiador também lembrou que, após a criação do Território Federal do Guaporé em 1943, Porto Velho tornou-se a capital, e em 1945 Santo Antônio deixou de existir como cidade. "É uma história esquecida, pouco presente até em livros oficiais. Por isso, o filme vem para resgatar essa memória e contribuir para a cultura e educação do estado de Rondônia", concluiu.

O lançamento do longa-metragem está previsto para dezembro de 2025, com exibições em plataformas digitais e participação em festivais de cinema.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Assessoria