Carregando...

  • 19 Apr, 2026

O presidente Lula autorizou a concessão florestal do Parque Nacional dos Campos Amazônicos, visando o uso sustentável dos recursos e combate ao garimpo ilegal.

O Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto nesta segunda-feira, dia 21, que autoriza a concessão florestal do Parque Nacional dos Campos Amazônicos, localizado parcialmente em Rondônia. A medida faz parte do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI).

O decreto visa permitir o uso responsável dos recursos naturais da região, além de combater o garimpo e o desmatamento ilegal. O Serviço Florestal Brasileiro, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, será encarregado de regular e conduzir o processo de concessão florestal. Com essa qualificação, parcerias público-privadas poderão realizar a exploração de minérios e madeira, comprometendo-se a recuperar o parque de possíveis impactos ambientais.

Além do Parque Nacional dos Campos Amazônicos, o decreto também abrange outras unidades de conservação, incluindo a Floresta Nacional de Altamira, Floresta Nacional de Itaituba II, Floresta Nacional de Mulata, Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri, Parque Nacional do Jamanxim, Parque Nacional da Serra do Pardo, Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo, todas localizadas no Pará, e a Floresta Nacional de Anauá, em Roraima.

O Parque Nacional dos Campos Amazônicos foi criado em 2006 e cobre uma área de 961.320 hectares, o que equivale a aproximadamente 1.346.387 campos de futebol. Este parque apresenta um enclave do bioma Cerrado dentro da floresta amazônica, abrigando uma rica diversidade de espécies, incluindo muitas que são endêmicas. Ele está situado próximo das Terras Indígenas Tenharim-Marmelos e Tenharim do Igarapé Preto.

Conforme informações do Greenpeace, o Parque Nacional dos Campos Amazônicos ocupa a 11ª posição em um ranking que indica as Unidades de Conservação mais afetadas pelo garimpo ilegal. Uma recomendação do Ministério Público Federal destaca não apenas a presença de garimpo na área, mas também a intensa exploração de madeira e a existência de pistas de pouso clandestinas, que são possivelmente utilizadas para o tráfico de drogas e para a movimentação de minérios extraídos ilegalmente.

Fonte da imagem: Ministério Público Federal

Fonte das informações: Greenpeace