EmpreendePet atrai público em Porto Velho com adoção de 200 pets
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Em Rondônia, queimadas e degradação ambiental aumentam em 2024, gerando crises respiratórias e suspendendo voos. Autoridades intensificam ações para combater os crimes ambientais e minimizar danos.
No Parque Estadual de Guajará-Mirim, uma castanheira solitária enfrenta um campo em chamas, simbolizando a grave crise ambiental que Rondônia vive durante o período de queimadas, que ocorre de junho a setembro. Em 2024, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou um total de 10.692 focos ativos de queimadas no estado, um aumento de 44,16% em comparação com 2023.
A fumaça gerada pelas queimadas provoca uma série de problemas de saúde, resultando em aumento de internações por crises respiratórias. Aeroportos enfrentam cancelamentos de voos e a qualidade do ar em Porto Velho, capital do estado, foi classificada entre as mais críticas do mundo, superando grandes centros urbanos como São Paulo e Manaus.
A comunidade quilombola de Pedras Negras, por exemplo, ficou meses sem ver o sol devido à densidade da fumaça. A combinação de grilagem de terras, desmatamento e os impactos da seca histórica exacerbaram a degradação ambiental. Ao todo, 1,4 milhão de hectares foram queimados em Rondônia, um incremento de 72% em relação ao ano anterior.
Diante da calamidade, o Ministério Público de Rondônia (MPRO) intensificou ações para garantir a aplicação da Lei de Crimes Ambientais. Em 2024, foram ajuizadas 52 ações civis públicas para desintrusão de invasores e recuperação de áreas degradadas. O MPRO também solicitou a suspensão de autorizações para queimadas, o que levou o governo a proibir temporariamente o uso do fogo.
A 'Operação Temporã', coordenada pelo MPRO, visava combater os incêndios florestais, especialmente no Parque de Guajará-Mirim. A operação contou com a participação de várias instituições, resultando em uma redução de aproximadamente 87% nos focos de calor no estado em comparação ao ano anterior.
A parceria contínua entre órgãos ambientais e a sociedade civil mostrou-se eficaz na redução de queimadas, com destaque para a diminuição de 78% nos focos de calor em Terras Indígenas. Audiências públicas permitiram a participação da população na discussão de medidas para evitar uma nova crise ambiental.
A partir de tecnologia avançada, como o uso de drones e plataformas geoespaciais, o monitoramento e combate ao desmatamento foram aprimorados. O uso de tais tecnologias resultou em um controle mais eficiente sobre as atividades ilegais e no fortalecimento da proteção ambiental na região.
As autoridades têm se comprometido a dar continuidade aos esforços de fiscalização e responsabilidade criminal em 2026, trabalhando em intersecções para garantir os direitos das populações rondonenses e proteger os recursos naturais. A previsão é de um futuro mais sustentável, com um céu azul e uma vida menos cinzentada pelos efeitos das queimadas.
Fonte das informações: Rondoniaovivo
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