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  • 18 Apr, 2026

O MP de Rondônia recomenda diretrizes para a publicidade institucional em sites de notícias, visando garantir transparência e prevenir fraudes na aplicação de recursos públicos.

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) divulgou, na última sexta-feira, recomendações para regulamentar a distribuição da publicidade institucional em sites de notícias. O documento estabelece critérios técnicos, mecanismos de controle e exigências de transparência com a finalidade de evitar fraudes e garantir a correta aplicação dos recursos públicos.

As recomendações são direcionadas a instituições públicas localizadas na comarca de Porto Velho, incluindo o Governo de Rondônia, o Detran, a Alero, além das prefeituras de Porto Velho, Candeias do Jamari e Itapuã do Oeste.

A iniciativa foi conduzida pelo promotor de Justiça de Defesa da Probidade Administrativa, Geraldo Henrique Ramos Guimarães, que ressaltou a importância da ação para reforçar a função institucional do MPRO em assegurar o cumprimento dos princípios constitucionais.

Geraldo destacou: “Nosso papel é assegurar que os recursos destinados à comunicação institucional sejam aplicados de forma responsável, com base em critérios objetivos e dentro da legalidade, garantindo que a sociedade receba informação de qualidade e confiável.”

Entre os principais pontos das recomendações, estão:

  • Definição prévia e detalhada de critérios técnicos e objetivos para seleção das agências de publicidade, conforme a Lei nº 12.232/2010;
  • Ampliação da divulgação de todos os atos relacionados às contratações, para assegurar igualdade de participação;
  • Realização de auditorias periódicas nos contratos de publicidade para verificar a autenticidade dos acessos e resultados;
  • Exigência de endereço físico, histórico de atuação e identificação do jornalista responsável pelos veículos contratados;
  • Monitoramento técnico para prevenir fraudes e acessos automatizados;
  • Suspensão imediata de contratos e pagamentos em caso de irregularidades;
  • Publicação no portal de transparência da lista de veículos contratados, valores pagos, critérios de seleção e resultados alcançados.

A medida surge em resposta a denúncias sobre a exclusão de aproximadamente 40 sites de notícias da lista de publicidade do governo, após suspeitas de uso de robôs para inflar acessos e recebimento de valores considerados excessivos, além da falta de endereço fixo ou de um jornalista responsável.

Com a implementação das recomendações, o MPRO reafirma seu compromisso de garantir a correta utilização dos recursos públicos e assegurar que a publicidade institucional cumpra seu papel de informar a população com qualidade e transparência, além de prevenir fraudes e favorecimentos indevidos.

Fonte da imagem: Reprodução

Fonte das informações: Assessoria