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  • 19 Apr, 2026

O desaparecimento de um contrato no processo que investiga a nominata do PSB em Porto Velho levanta suspeitas de falsificação e irregularidades nas campanhas.

O processo que busca a cassação da nominata do PSB em Porto Velho sofreu uma reviravolta significativa nesta terça-feira, dia 18. O contrato que deveria ser analisado por perícia, e que uma testemunha afirma nunca ter assinado, desapareceu. O sumiço do documento original levanta novas suspeitas de falsificação e gera questionamentos sobre a campanha do partido na capital.

A ação foi movida por Junior Cavalcante, do PSDB, com o acompanhamento do Ministério Público. A situação se agravou após a divulgação dos baixos números de votos recebidos pelas três candidatas do PSB: Caroline Suarez Costa com apenas 2 votos, Luzia da Silva Ozorio de Oliveira com 7, e Rafaela Carolina Evangelista com 8. A investigação revela que as candidatas possuem vínculos familiares, e surpreendentemente, nenhum de seus parentes que foram contratados como cabos eleitorais votou nelas.

Além dos votos, outras inconsistências foram identificadas. Recursos públicos destinados às campanhas teriam sido direcionados para contas pessoais e empresas de Renan, primo de Caroline e contratado como cabo eleitoral. Ele foi também mencionado como responsável pelo aluguel de veículos usados por Caroline e Luzia.

As contas de campanha de Luzia foram rejeitadas devido à falta de transparência, e ela já foi condenada a restituir valores ao erário.

O caso começou a ganhar notoriedade após o depoimento de Ueslei Lopes Soares, primo das candidatas, que declarou ao juiz que não havia trabalhado na campanha e que a assinatura atribuída a ele em um contrato apresentado por Luzia era falsa. O juiz então pediu que o documento original fosse entregue para perícia, mas, conforme informado pelo advogado de Luzia, “o contrato não foi localizado”.

Um arquivo digital foi acessado pela reportagem, que revelou a assinatura verdadeira de Ueslei, demonstrando ausência de semelhança com a assinatura contestada. Outros dois indivíduos, Alessandro e Hudson, também negaram terem assinado contratos ou participado da campanha, indicando um padrão de falsificação, e anexaram prints de conversas ao processo.

A Polícia Federal investiga o caso por indícios de crime eleitoral.

Se as irregularidades forem confirmadas pela Justiça, todos os votos do PSB poderão ser anulados, resultando em uma nova composição na Câmara Municipal. Evaldo da Agricultura, do PSDB, e Jamilton Costa, do PRTB, têm chances de assumir cadeiras. Além disso, as candidatas podem ser declaradas inelegíveis e enfrentar sanções criminais por falsidade.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo