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  • 18 Apr, 2026

A Polícia Federal encerrou a Operação Boiúna, destruindo 415 dragas e embarcações da extração ilegal de ouro no Rio Madeira, causando prejuízos de mais de R$ 68 milhões. A ação incluiu também medidas de proteção à saúde dos trabalhadores locais.

A Polícia Federal concluiu a Operação Boiúna, que visou coibir a extração ilegal de ouro no leito do Rio Madeira. A ação foi realizada entre os dias 10 e 24 de setembro de 2025, sob a coordenação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI) e com o apoio da Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Rodoviária Federal, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e CENSIPAM.

Durante a operação, foram destruídas 277 dragas usadas na extração ilegal, resultando em um prejuízo estimado de R$ 38 milhões às organizações criminosas, conforme laudos periciais. Em paralelo, em Rondônia, a Operação Leviatã destruiu 138 embarcações, causando um impacto financeiro superior a R$ 30 milhões ao garimpo ilegal.

Com isso, as duas operações totalizaram 415 dragas e embarcações destruídas, evidenciando um esforço significativo no combate à mineração ilegal na região.

Os valores do impacto das operações consideraram uma combinação de fatores, incluindo prejuízo patrimonial pela destruição dos equipamentos, o valor do ouro extraído ilegalmente nos últimos sete meses, danos socioambientais acumulados na região e lucros cessantes devido à interrupção da atividade ilícita.

A Operação Boiúna também contemplou ações sociais e ambientais. Em 18 de setembro, equipes da Polícia Federal realizaram visitas à comunidade ribeirinha de Democracia, em Manicoré, com apoio do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho. Foram coletadas amostras de cabelo, água e material biológico para analisar os efeitos do mercúrio na saúde dos moradores expostos, cujos resultados serão divulgados assim que disponíveis.

Adicionalmente, uma pesquisa do Greenpeace Brasil identificou a presença de mais de 500 balsas de garimpo ilegal no Rio Madeira, inclusive em áreas próximas a terras indígenas e unidades de conservação. Através de tecnologias como drones e satélites, o Greenpeace coletou dados que destacam a urgência de ações contínuas contra essa prática criminosa.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo