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  • 18 Apr, 2026

O histórico prédio que abrigou líderes religiosos e instituições educacionais em Porto Velho será transformado em um novo quartel da Polícia Militar, abrigando diversas unidades.

Um dos prédios icônicos do centro de Porto Velho, antigamente utilizado como residência oficial de bispos e arcebispos, será transformado em um megaquartel da Polícia Militar de Rondônia (PM/RO). O local, que também serviu como sede do Seminário Maior São João XXIII e, mais recentemente, da Faculdade Católica de Rondônia, agora abrigará diversas unidades policiais.

Segundo informações obtidas, no dia 29 de setembro, o Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), o Batalhão de Policiamento Tático de Ação e Reação ao Crime Organizado (BPTAR), o Batalhão de Polícia de Fronteira e Divisa (BPFRON) e a Divisão de Material Bélico (DMB) irão ocupar o prédio localizado na Rua Gonçalves Dias, no centro da cidade.

O contrato para a locação do imóvel foi firmado em dezembro do ano passado entre a Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) e a Arquidiocese de Porto Velho, com uma vigência inicial de 60 meses e um valor mensal de R$ 57 mil. Importante destacar que esse processo foi realizado sem licitação, caracterizando uma inexigibilidade de competição.

A iniciativa para a locação do prédio partiu diretamente da PM/RO, já que as unidades policiais anteriormente atuavam em um quartel na Avenida Jatuarana, na zona Sul da capital, que se mostrava insuficiente para as necessidades da corporação. As novas instalações possuem três pavimentos, um subsolo e amplo estacionamento.

O edifício que agora abrigará parte da PM/RO faz parte do patrimônio eclesiástico da Arquidiocese de Porto Velho. Inaugurado em 1935, o prédio foi inicialmente construído para atender à ordem religiosa e funcionava como colégio-internato. Reconhecido como Ginásio Dom Bosco pelo governo federal em 1945, já foi utilizado como Palácio Episcopal, servindo de residência a diversos bispos e arcebispos, incluindo Dom Moacyr Grechi, Dom José Martins da Silva, Dom Antônio Sarto e Dom João Batista Costa.

Embora a estrutura possua grande importância histórica, ainda não é tombada, o que levanta questões sobre a preservação desse patrimônio local.

Fonte da imagem: Acervo da Biblioteca do IBGE - Reprodução

Fonte das informações: Idaron