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  • 20 Apr, 2026

A figura do Curupira, símbolo da COP30, gera controvérsia entre analistas que questionam sua efetividade enquanto incentivo à ação ambiental.

O Curupira, espírito florestal da mitologia brasileira, tem gerado debates quanto ao seu uso como símbolo na COP30. Alguns analistas criticam essa escolha, argumentando que a força dos símbolos reside na ação humana e não em representações místicas. No entanto, defensores do Curupira destacam sua capacidade de inspirar a vigilância ambiental, comparando-o a figuras como São Francisco de Assis, que promove o amor à natureza.

Durante campanhas eleitorais, promessas tornam-se comuns entre os políticos, que muitas vezes buscam agradar a população com ideias grandiosas. No Acre, por exemplo, a construção de uma rodovia e uma ferrovia foi anunciada após uma audiência com a presidente do Peru, Dina Boluarte. Em Rondônia, promessas semelhantes são recorrentes, como a construção de um grande hospital e um novo estádio, frequentemente esquecidas ou adiadas nas próximas eleições.

A gestão das hidrovias em Rondônia também enfrenta desafios. O DNIT iniciou dragagens no rio Madeira para garantir a navegabilidade durante a estiagem, já que níveis de água têm recuado nas margens de Porto Velho. Essa medida é crucial para o abastecimento de Manaus, especialmente para sua Zona Franca. No entanto, discute-se a privatização da hidrovia, o que pode resultar em novos pedágios na região.

A situação se complica ainda mais com a proposta de licitar serviços de dragagem e cuidados com a erosão no rio Madeira. Essa estratégia visa terceirizar a gestão, mas suscita preocupações sobre os custos que recairão sobre a população de Rondônia. O temor é que essas iniciativas beneficiem apenas grandes empreiteiras, enquanto os cidadãos enfrentam tarifas e encargos adicionais.

Nos bastidores políticos, o clima é de expectativa com a escolha do vice-governador da chapa de Serjão Gonçalves para 2026, indicado pelo atual governador Marcos Rocha. O nome do coronel Braguin está sendo avaliado por líderes políticos como parte de um acordo que envolve mudanças no governo. Há dúvidas sobre se a indicação serve para fortalecer a candidatura ou para testar sua aceitação no cenário eleitoral.

O panorama político rondoniense é incerto, com a corrida sucessória estadual começando a ganhar forma. Nas candidaturas majoritárias, há movimentações entre os partidos, mas a situação é mais delicada nas eleições proporcionais. As definições para as candidaturas à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa devem ocorrer após a janela partidária de abril de 2026, permitindo mudanças sem riscos judiciais.

O IBGE atualizou suas projeções demográficas, resultando em alterações no ranking dos principais municípios de Rondônia. Vilhena, agora a terceira cidade mais populosa, ultrapassou Ariquemes, enquanto Porto Velho e Ji-Paraná permanecem em primeiro e segundo lugares, respectivamente. A ascensão de Vilhena é notável devido a suas altas taxas de crescimento, empurrando Ariquemes para a quarta posição e Cacoal para a quinta. Rolim de Moura e Jaru ocupam, respectivamente, a sexta e a sétima colocação.

VIA DIRETA

- O PDT fortalece suas alianças para as eleições de 2026 com a filiação do ex-presidente da OAB-RO, Elton de Assis, e outras adesões.

- O partido participa da Caravana da Esperança, que conta com a liderança do ex-senador Acir Gurgacz.

- A família Bolsonaro deseja evitar a filiação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao PL, visando sua candidatura à presidência em 2026, acirrando divisões entre os conservadores.

- O ex-prefeito de Jaru, Joãozinho Gonçalves Junior, é cogitado para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados ou no Senado, sendo reconhecido como um dos melhores prefeitos recentes do estado.

Fonte das informações: Idaron