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  • 19 Apr, 2026

Uma investigação da Polícia Federal revela fraude em candidaturas do PSB nas eleições de Porto Velho, apontando falsificação de assinaturas e vínculos familiares. A Justiça poderá determinar a cassação de mandatos e responsabilização criminal.

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Um laudo oficial da Polícia Federal fortaleceu a investigação sobre uma suposta fraude à cota de gênero nas candidaturas do PSB nas eleições municipais de Porto Velho em 2024. O documento, que resultou de uma perícia, concluiu que a assinatura utilizada em um contrato de campanha eleitoral foi falsificada. Esse contrato foi apresentado como evidência da atuação efetiva das mulheres nas campanhas.

O Laudo nº 942/2025 – SETEC/SR/PF/RO revelou que a assinatura atribuída a Uéslei Lopes Soares em um contrato da candidata Luzia da Silva Ozorio de Oliveira não foi produzida por ele, após um exame grafotécnico que constatou diferenças claras entre o padrão da assinatura e a contestada.

Além do laudo, o caso conta com o depoimento de três indivíduos, identificados como cabos eleitorais, que afirmaram não ter exercido funções nas campanhas e negaram suas assinaturas nos documentos. Entre eles, Uéslei Lopes, que em tribunal negou envolvimento com a campanha de Luzia e contestou a assinatura no contrato. Alessandro Oliveira do Nascimento e Hudson Carmo da Cunha Bastos também relataram faltar em suas supostas responsabilidades eleitorais.

A defesa de Luzia, ao solicitar uma perícia grafotécnica no contrato questionado, acabou colocando-se contra si mesma ao não conseguir apresentar o documento original quando solicitado. A perícia foi realizada apenas com uma cópia digitalizada. Uéslei compareceu à Polícia Federal, fornecendo material gráfico, o que levou a uma forte confirmação da falsidade da assinatura.

As investigações indicam que a fraude à cota de gênero está ligada a candidatas do PSB que obtiveram um número insignificante de votos: Caroline Suarez recebeu 2 votos, Luzia da Silva 7 e Rafaela Carolina 8. Além disso, surgiram questões embaraçosas em suas campanhas. Caroline não votou em si mesma, e seu marido, considerado coordenador de sua campanha, não compareceu às urnas. Renan Suarez, marido de Rafaela, negou ter trabalhado efetivamente na campanha, e Ludmila, filha de Luzia, foi identificada como coordenadora de Rafaela, levantando suspeitas sobre o uso de vínculos familiares nas candidaturas.

Outro elemento crucial do processo é a figura de Renê Suarez, dirigente partidário e tio de Caroline e sogro de Rafaela, que admitiu, em seu depoimento, que não contribuiu para a campanha das candidatas e apenas participou da formação da lista feminina do partido e na movimentação de recursos públicos para as candidaturas.

Com base nas provas coletadas, incluindo o laudo da Polícia Federal e diversas confissões, o caso avança para uma fase crítica. Se a Justiça Eleitoral confirmar a fraude à cota de gênero, as repercussões poderão ser severas, incluindo a cassação das candidaturas do PSB, recontagem de votos e possível inelegibilidade das candidatas, além de responsabilização criminal por falsidade documental e crimes eleitorais.

O processo está se aproximando de sua conclusão, com previsão de sentença pelo juiz Guilherme Baldan, da 6ª Zona Eleitoral de Porto Velho.

Fonte da imagem: Montagem/Rondoniaovivo

Fonte das informações: Rondoniaovivo