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  • 17 Apr, 2026

A previsão da inflação para 2023 foi ajustada para 5,10%, a oitava queda consecutiva, enquanto a Selic permanece em 15%, refletindo incertezas econômicas.

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a principal medida da inflação no Brasil, registrou uma redução de 5,17% para 5,10% neste ano. Esta é a oitava queda consecutiva na estimativa, conforme publicado no Boletim Focus nesta segunda-feira, 21 de outubro. O Boletim, divulgado semanalmente pelo Banco Central em Brasília, reflete as expectativas das instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

Para os anos seguintes, a projeção da inflação foi ajustada: em 2026, a expectativa caiu de 4,5% para 4,45%, enquanto para 2027 e 2028, a previsão é de 4% e 3,8%, respectivamente.

A estimativa para 2025 permanece acima do limite superior da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central, que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Os limites, portanto, vão de 1,5% a 4,5%.

Recentemente, em junho, a inflação oficial, que é medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou uma desaceleração, fechando em 0,24%. Este resultado foi influenciado pela primeira queda nos preços dos alimentos após nove meses, embora o índice acumulado em 12 meses tenha alcançado 5,35%, permanecendo acima do teto da meta por seis meses consecutivos.

Esse excedente implica que o presidente do Banco Central deverá enviar uma carta ao ministro da Fazenda, explicando as razões do descumprimento da meta e as medidas para restaurar a inflação dentro dos limites desejados, incluindo o prazo para a implementação dessas medidas.

Para garantir que a inflação permaneça dentro da meta, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está fixada em 15% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu aumentar a Selic em 0,25 ponto percentual na última reunião, marcando o sétimo aumento seguido em um ciclo de aperto monetário. Embora a inflação tenha mostrado sinais de recuo, as incertezas econômicas levaram a essa decisão.

De acordo com a ata da reunião, o Copom mantendrá a taxa de juros atual nas próximas reuniões, enquanto avalia o impacto do aumento nas taxas sobre a economia, sem descartar novos aumentos se a inflação elevar-se novamente. Surpreendendo parte do mercado financeiro, essa decisão foi inesperada, e as expectativas são de que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano.

As projeções para o final de 2026 indicam uma queda na Selic para 12,5% ao ano, e para 2027 e 2028, espera-se que ela caia para 10,5% e 10%, respectivamente.

O aumento da taxa Selic visa conter a demanda aquecida, o que impacta os preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança. Entretanto, outros fatores também influenciam as taxas cobradas pelos bancos aos consumidores, como o risco de inadimplência e despesas administrativas, tornando as taxas elevadas um obstáculo para o crescimento econômico.

Com a redução da Selic, o crédito tende a ficar mais acessível, estimulando a produção e o consumo, o que pode aumentar a pressão sobre a inflação e impulsionar a atividade econômica.

A previsão do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2023 é de 2,23%. Para 2026, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma dos bens e serviços produzidos no país, foi levemente reduzida de 1,89% para 1,88%. Para 2027 e 2028, estima-se um crescimento de 2% em ambos os anos.

O crescimento econômico de 1,4% no primeiro trimestre de 2025 foi impulsionado pelo setor agropecuário, segundo dados do IBGE. O PIB de 2024 fechou com um aumento de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento e a maior expansão desde 2021.

A previsão do preço do dólar está em R$ 5,65 ao final deste ano, com estimativa de que alcance R$ 5,70 no final de 2026.

Fonte das informações: idaron