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  • 18 Apr, 2026

Estudo do Imazon revela que apenas 7% das ações penais sobre grilagem na Amazônia resultam em condenações, evidenciando a impunidade e a morosidade da Justiça.

A impunidade em Rondônia tem gerado uma crescente preocupação com as infrações ambientais, conforme aponta o estudo do Imazon. Apenas 7% dos casos relacionados à grilagem de terras resultaram em condenações, o que reflete a dificuldade do sistema judiciário em lidar efetivamente com esses crimes. O ex-comandante da Polícia Militar, Diógenes Lucca, destaca que a falta de punição encoraja a criminalidade na região amazônica, onde 60% das infrações ocorrem no Pará, seguidas por Amazonas (15%) e Tocantins (8%). O tempo médio entre a tramitação e a decisão final dos processos é de seis anos, com casos durando até 18 anos, levando à prescrição e à ineficácia da Justiça.

A situação se agrava com a resistência de alguns parlamentares, que ao serem investigados, acusam o Judiciário de perseguição. A lentidão dos processos, embora criticada, é vista como um fator que pode evitar erros que acontecem em julgamentos apressados.

Recentemente, em Rondônia, a aprovação da PEC dos Criminosos no Congresso Nacional gerou embaraço entre os deputados federais do estado. Apenas a deputada Cristiane Lopes se posicionou contra a proposta, que favorecia a impunidade de criminosos, desencadeando reações negativas nas redes sociais contra os parlamentares que apoiaram a medida, incluindo figuras como Coronel Chrisóstomo e delegado Thiago Flores.

Em resposta aos debates sobre regularização fundiária, o senador Jaime Bagatolli promoverá uma diligência externa nos dias 16 e 17 de outubro em Porto Velho. O encontro reunirá autoridades estaduais e municipais para discutir a crise fundiária que afeta milhares de agricultores e contribuir para soluções que possibilitem o desenvolvimento do estado.

O cenário político para as eleições de 2024 em Rondônia demonstra regionalização, com ex-prefeito Hildon Chaves se destacando em Porto Velho e o ex-governador Confúcio Moura liderando em Ariquemes e Vale do Jamari. Entretanto, essa configuração não favorece o vice-governador Sergio Gonçalves, que representa a candidatura governista, e também não inclui o inelegível Cassol nas sondagens.

Na disputa pelo Senado, além de Hildon Chaves e Fernando Máximo, figuram o atual governador Marcos Rocha e a ex-deputada, que pode mudar de partido, e outros candidatos locais com chances de sucesso. O ex-senador Acir Gurgacz e a deputada Silvia Cristina também têm forte presença nas regiões centrais do estado.

Por outro lado, o deputado Paulo Bilynski levantou o debate sobre a divisionismo do Brasil, sugerindo uma separação entre o Brasil do Norte e o Brasil do Sul, o que reflete os regionalismos que costumam se intensificar em épocas eleitorais.

Um problema que persiste na região é o roubo de cabos elétricos, afetando espaços públicos e residências. As autoridades locais enfrentam dificuldades para conter essa criminalidade e há um clamor por medidas mais rigorosas contra os receptadores, visando desestimular essa prática ilícita.

Por fim, a economia local enfrenta desafios, com pequenos comerciantes relatando dificuldades financeiras duradouras. Em Porto Velho, muitos estabelecimentos, incluindo restaurantes e distribuidoras de água, estão fechando as portas, representando uma preocupação crescente na comunidade.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo