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  • 18 Apr, 2026

O Prédio do Relógio, ícone de Porto Velho, simboliza a identidade cultural local e preserva a história da ferrovia. Com arquitetura Art Déco, abriga vitrais que retratam ciclos econômicos da região.

O Prédio do Relógio, uma importante construção de Porto Velho, simboliza a herança histórica e cultural da cidade, refletindo a identidade porto-velhense. Inaugurado em 15 de janeiro de 1950, pela então administração do Território Federal do Guaporé, representada pelo governador Joaquim Araújo Lima e o diretor da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Ananias Ferreira de Andrade, o edifício foi projetado para abrigar a administração da ferrovia.

Desenhado pelo arquiteto Armando Costa na década de 1940, o prédio possui uma área construída de 1.500 metros quadrados e apresenta uma forma estilizada que remete a uma locomotiva, distribuída em dois pavimentos. Segundo o historiador Aleks Palitot, a construção exemplifica a modernidade da primeira metade do século XX e é uma das mais antigas de Porto Velho, destacando-se pelo estilo Art Déco.

Localizado na esquina das avenidas Farquar e Sete de Setembro, próximo ao Complexo Madeira-Mamoré, o prédio abriga uma torre com um relógio que, por muitos anos, serviu como referência de horário para a população. A máquina do relógio, adquirida em 1949 da marca francesa Jacques Perret, era conectada a um sino que tocava a cada quinze minutos e possui inscrições do governador e do diretor da ferrovia. Após um longo período de inatividade, o maquinário foi recentemente substituído, permitindo que o relógio voltasse a funcionar.

A entrada principal do prédio é adornada por vitrais que retratam os ciclos econômicos da região, incluindo representações da ferrovia, do rio Madeira, da fauna e flora amazônicas, além de figuras indígenas e seringueiros. Palitot destaca um vitral específico na ante sala do prefeito, que ilustra o trajeto da estrada de ferro e elementos do mundo amazônico.

Desde sua desativação como sede da EFMM, o Prédio do Relógio abrigou diversas instituições. Em 1981, foi a sede do Banco do Estado de Rondônia (Beron) e, em 1996, da Fundação Cultural e Turística (Funcetur). Durante os anos 2000, recebeu restaurações que possibilitaram a instalação da Biblioteca Pública Estadual Dr. José Pontes Pinto e de vários museus. Em 2003, passou a abrigar a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, além da Superintendência de Turismo (Setur). Desde 2019, o edifício é oficialmente a sede da Prefeitura de Porto Velho e da Secretaria-Geral de Governo (SGG).

Fonte da imagem: Assessoria

Fonte das informações: Assessoria